quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Seminário vai discutir o acesso do Escravo à Justiça no tempo do Império



Será realizado, de 29 a 30 de setembro de 2014, o Seminário Desvendando o Rio Grande, edição 2014, no auditório do Palácio da Justiça, em Porto Alegre.
Estarão presentes pesquisadores renomados da área de História. Da programação, consta a presença dos Doutores em  História Paulo Roberto Staudt Moreira, Olgário Paulo Vogt, Roberto Radünz, Mário Maestri e Keila Grinberg. Também participam os Mestres em História Jônatas Marques Caratti, Raul Cardoso, Melina Kleinert Perussatto, e a Mestranda Pâmela Cervelin Grassi.
O Seminário vai coroar as atividades do Memorial no estudo sobre as circunstâncias do relacionamento do escravo com a Justiça também apresentadas na exposição A Justiça no Cotidiano do Escravo, que também é o tema geral do evento.
A exposição divulga os resultados de pesquisa desenvolvida por integrantes da equipe do Memorial a partir de uma reflexão em três eixos temáticos que relacionam diretamente o escravo ao Poder Judiciário do Rio Grande do Sul – a ambiguidade no tratamento do escravo negro enquanto sujeito e objeto; o acesso do escravo ao Judiciário, em que autos de processo evidenciam demandas de escravos com base na legislação civil e criminal; e os caminhos percorridos pelo escravo para obter a liberdade.
As inscrições são gratuitas e darão direito a certificado de participação correspondente à onze horas de atividades.
O Palácio da Justiça fica na Praça Marechal Deodoro, 55 – Centro Histórico de porto Alegre.
Inscrições e mais informações:  http://desvendandooriogrande.wordpress.com






segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Acervo em Foco

O Museu Julio de Castilhos com o Acervo em Foco traz à mostra peças condecorativas de seu acervo, representativas de algumas Ordens e concessão de Graus, como premiação a cidadãos nacionais ou estrangeiros por fidelidade ao soberano ou serviços à sociedade.
Conforme o Banco Central do Brasil, a condecoração é um símbolo de distinção honorífica, representado por uma insígnia e distribuído pelos chefes de governo e instituições para agraciar pessoas físicas e jurídicas, por seus desempenhos nos processos de engrandecimento da nação ou no estreitamento de amizade entre os povos.
Este costume remonta à Antiguidade, quando, já entre os gregos, premiavam-se publicamente os feitos de guerra, as realizações civis e as vitórias desportivas.
Hoje, entre os diversos modos de premiação, as Ordens Honoríficas são os instrumentos mais utilizados pelos diversos países para homenagear os cidadãos.
Sua origem está diretamente ligada às Ordens da Cavalaria, organizações militares de caráter religioso, surgidas na Idade Média, que visavam a expansão do cristianismo. De estrutura hierárquica baseada na Igreja, seus integrantes utilizavam-se de insígnias com os símbolos das ordens para diferenciá-los em seus diversos postos.
No Brasil, as Ordens Honoríficas são regulamentadas por lei, que descreve sua insígnia e os métodos de agraciamento, e são, geralmente, formadas por cinco graus, nos quais as funções públicas existentes são classificadas hierarquicamente. Além desses graus, há, ainda, o de Grão Mestre, atribuído ao Presidente da República, a quem cabe, por decreto, nomear os membros das Ordens.
  Entre as Ordens mencionadas neste Acervo em Foco estão a Ordem de Cristo,  Ordem de São Bento de Aviz, Imperial Ordem da Rosa, Ordem Nacional do Mérito, Imperial Ordem do Cruzeiro do Sul e Ordem do Mérito Militar.
  Venha conferir!

Curadoria: Vanessa Becker Souza

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Exposição itinerante pode ser conferida até o final de setembro



A exposição Maçambique de Osório está desde agosto de 2014 no Museu Julio de Castilhos.
Maçambique de Osório é uma manifestação cultural afro-gaúcha, que envolve as comunidades quilombolas de vários municípios do litoral norte, seus cantos, crenças e símbolos. É um momento de enaltecimento da cultura local, que visa romper com o estigma e invisibilidade conferidos à cultura negra. A manifestação se destaca pelo importante papel na reafirmação e resistência dos laços comunitários, bem como pela memória coletiva dessa população.
A exposição surgiu no ano de 2012, a partir da parceria do Museu da UFRGS/PROREXT com o Instituto de Geociências da Universidade, através da disciplina de Geografia Cultural, ministrada pelo Prof. Álvaro Luiz Heidrich.  O envolvimento do grupo Maçambique de Osório foi fundamental nesse projeto. O ILEA (Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados) participou como apoiador.
Com fotos de Wagner Innocencio Cardoso, a exposição fotográfica é composta por banners, localizados na sala de exposições temporárias do Museu, com visitação de terças a sábados, das 10h às 17h, até o final do mês de setembro de 2014. A entrada é gratuita.


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Venha participar da abertura da exposição em alusão aos 60 anos da morte de Getúlio Vargas.


ACERVO EM FOCO - Agosto/2014

O ÚLTIMO CHARUTO DE GETÚLIO VARGAS

Neste ano de 2014, contam-se 60 anos da morte de um dos mais conhecidos e polêmicos presidentes da história do Brasil, Getúlio Dornelles Vargas. Nascido em São Borja, em 19 de abril de 1882, Vargas formou-se em Direito em 1907 e iniciou na carreira política ao lado de Borges de Medeiros, na década de 1920. Teve cinco filhos com sua esposa, Darcy de Lima Sarmanho.
Sábio, conseguiu manter-se no poder por 15 anos, sendo exilado de 1945 até 1951, quando foi eleito pelo voto do povo. Aclamado “o pai dos pobres” por instituir os direitos trabalhistas como salário mínimo e férias remuneradas, Getúlio também é lembrado como um ditador pelo modo autoritário em que governou o país.
Outra característica marcante de Vargas era o fato de sempre ser visto segurando um charuto Suerdieck nos momentos de descontração. Esse comportamento lhe era tão peculiar que, antes de suicidar-se, deixou um charuto junto com um bilhete sobre a mesa do escritório no Palácio do Catete, onde dizia que aquele seria o último a ser fumado.
A partir do dia 29 de agosto será possível encontrá-lo exposto na mostra O Sorriso do Velhinho que Fez a Gente Trabalhar, que se realiza no Museu Júlio de Castilhos, em memória à morte do presidente Vargas.

Curadoria: Kamyla Dias