segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

MEDALHAS DO ACERVO - Exposição


Quem nunca se imaginou sendo condecorado por ato de coragem e bravura?  

Dialogando com as imagens de batalhas, apresentamos uma exposição com mais de 30 medalhas e insígnias, um recorte praticamente inédito do acervo de 11 mil itens do Museu Julio de Castilhos. Venha ver de perto medalhas dadas aos pracinhas da FEB na 2ª Guerra Mundial, a medalha da vitória ou a de melhor atirador de canhão...e tem até uma medalha que de um lado tem o Julio de Castilhos e do outro o Borges de Medeiros... medalhas comemorativas de momentos históricos, medalhas de fé... venha ver de perto...


Placa da Ordem de Santiago da Espada – Portugal
As Ordens Monásticas Militares vêm dos tempos das Cruzadas. Algumas, como os Templários, tiveram sua origem junto ao túmulo de Cristo na Palestina. Na defesa de sua fé e de seu rei, ninguém os suplantava. Montados em fogosos cavalos, trazendo sobre os ombros mantos muito alvos onde sobressaía a insígnia bordada ao lado esquerdo do peito, lutavam sem esmorecimentos contra as hostes mouriscas e sarracenas num continuar de sacrifício e abnegação, sob o símbolo de Nazareno. Na Península Ibérica e, principalmente, em Portugal, foram notáveis serviços prestados pelos cavaleiros da Ordem de São Thiago. D. Fernando II , rei de Leão, nascido em 157, foi criador dessa incomparável Ordem de Cavala, que tomou o nome de S. Thiago de Compostela.


Placa da Ordem do Mérito Aeronáutico
Criada pelo presidente da República, Dr. Getúlio Dornelles Vargas, em Decreto-Lei 5961, de 1º de novembro de 1943, "para os militares da Aeronáutica, nacionais ou estrangeiros, que houverem prestado notáveis serviços ao País ou se tiverem distinguido no exercício de sua profissão e aos civis que houverem prestado relevantes serviços à Aeronáutica".


Placa da Ordem do Libertador – Venezuela
Ordem de Cavalaria da Venezuela, fundada em 1825. Cinco Classes, fita de três listras iguais: amarela, azul e vermelha.


Placa L'union fait la force
Estrela de quatro braços duplos (modelo Cruz de Malta), em metal prateado.

Pertenceu a João Neves da Fontoura, jurista, político e escritor brasileiro (Cachoeira do Sul/RS, 1887 – Rio de Janeiro, 1963). Deputado estadual, vice-presidente do RS em 1927 e deputado federal/RS (1928-1930, 1935-1937). Um dos organizadores da Aliança Liberal no RS, participou da Revolução Constitucionalista. Em 1934 inicia sua vida diplomática na Conferência de Havana, em Cuba. Embaixador do Brasil em Lisboa em 1943-45, Ministro das Relações Exteriores em 1946 e 1953, além de ter sido Chefe da Delegação Brasileira à VII Assembleia Geral das Nações Unidas. Pertenceu à Academia Brasileira de Letras.


Medalha comemorativa do 1º Centenário Farroupilha, 1935
Apresenta, no centro, duas figuras humanas masculinas, a da esquerda Bento Gonçalves e a da direita o Gen. Flores da Cunha. Abaixo das figuras as datas 1835 1935, tendo no centro o Brasão de Armas do Estado.

Ao redor da medalha a inscrição "1° Centenário Farroupilha * Rio Grande do Sul". Reverso: Ao redor: "Exposição Farroupilha. Set° 20 1935", abaixo os pavilhões da Exposição Farroupilha.



 Medalha Centenário Farroupilha

autoria Antonio Caringi
Reverso: Em campo liso ao centro o escudo de Armas do Rio Grande do Sul, ladeado pelos dizeres: Liberdade, Igualdade, Humanidade. Na base em maiúsculas menores: 20 de setembro de 1835.


Medalha comemorativa da Inauguração do Museu da República
O Museu foi inaugurado em 15.11.1960, no Rio de Janeiro. Construído (1858-1866) em estilo neo clássico, era o mais rico solar dos fins do Império. Tornou-se o novo Palácio do Governo Federal em 1897, sob a presidência de Prudente de Moraes. Era o 1º pavimento destinado à Secretaria e audiências públicas, o 2º à recepção diplomática e cerimônias oficiais e o 3º, a aposentos particulares do Presidente da República. Transformado em Museu da República em 1960, na parte térrea ficou o Museu histórico; no 1º andar, o Museu Artístico e no 2º, o Museu Social, onde está o quarto em que Getúlio Vargas morreu a 24 de agosto de 1954.


Medalha da Vitória
É uma medalha interaliada, comemorativa da Vitória sobre o Império Alemão, na guerra de 1914 a 1918. Instituída por Decreto 16.074 de 22.6.1923, do Presidente Arthur da Silva Bernardes, destinada aos militares e civis empregados em efetivo serviço naquela campanha. Usada no lado esquerdo do peito, pendente de uma fita, igual para todos os países aliados e associados, cuja cor é a de dois arco-íris justapostos pelo vermelho e com um fio branco de cada lado.


Medalha Comemorativa da Transladação dos restos mortais da Imperatriz D. Leopoldina
D. Leopoldina foi sepultada no convento de Santo Antonio no Rio de Janeiro e, a 11.10.1954,  transladada para Cripta do Monumento Ipiranga em SP.  A 1ª Imperatriz do Brasil nasceu em Viena, Áustria, em 1797 e morreu no Rio de Janeiro em 1826. Filha de Francisco I, imperador da Áustria e de D. Maria Izabel de Bourbon. Teve educação austera na casa paterna e, por entendimentos diplomáticos entre as cortes austríaca e portuguesa, ficou decidido seu casamento com D. Pedro de Alcântara, filho de D. João VI e de D. Carlota Joaquina e herdeiro do trono de Portugal.


Distintivo com a efígie do Rei Faruk e Rainha Farida
Faruk, rei do Egito, subiu ao trono em l936, após a morte de seu pai, o rei Fuad I. Assinou um tratado com a Inglaterra, pondo fim à ocupação militar em seu país. Durante a 2ª Guerra, manteve seu país neutro, rompendo relações diplomáticas com o Eixo. Os fascistas invadiram o Egito em 1942, mas foram vencidos pelos aliados na Batalha de El-Alamein. Finalizada a guerra, uma onda anticolonialista assolou a Ásia e a África. Em 1951, uma série
de manifestações antibritânicas levaram o Parlamento a declarar o rei Faruk como "rei do Egito e do Sudão", livre do protetorado inglês. Um golpe de estado depôs Faruk, obrigando-o a abdicar em favor de seu filho, Amed Fuad II. Após um período de instabilidade, foi proclamada a República, em 13 de junho de 1953. Este distintivo assinalou o casamento do rei Faruk com a rainha Farida.


Medalha da Campanha do Paraguai
Criada por Sua Majestade o Imperador D. Pedro II, por Decreto 4.560, de 6 de agosto de 1870, como recompensa aos serviços prestados pelo Exército em Operações contra o Governo do Paraguai. Em Decreto 4.573, de 20 do mesmo mês e ano foi essa condecoração tornada extensiva à Armada e, mais tarde, aos exércitos aliados ao Império naquela luta de cinco anos. A medalha feita com bronze dos canhões tomados do inimigo tem a forma de uma Cruz de Malta. No reverso, uma coroa idêntica e ao centro da mesma e data 6-1870-8.


Medalha de serviços distintos da Brigada Militar
Medalha auferida pelos Serviços Distintos, criada pelo Decreto n. 5652 de 24 de novembro de 1954 pelo Governador do Estado do Rio Grande do Sul, Ernesto Dorneles. Essa medalha é concedida por indicação direta do Comandante Geral da Comissão de Promoções que aprecia o mérito de sua concessão. Uma vez concedida a medalha ao agraciado, é recebida das mãos do Comandante Geral, em solenidade especial no salão nobre do Quartel General da Brigada Militar. Acompanha esta medalha o compete diploma expedido pelo Governo do Estado.


Medalha das Escolas Italianas, 1933
Medalha Mérito Escolar das escolas italianas: medalha premiativa, com efígie e escudo em relevo. A fita em azul, ladeada por faixas nas cores da bandeira italiana: verde, branco e vermelho. No centro do campo da medalha, no anverso, apresenta a efígie em perfil, a esquerda, de Vitório Emanuel III. Circundando a efígie, em letras românicas, os dizeres: VICTORIVS no lado esquerdo  e o do direito EMANVEL III. Sob a efígie as palavras ITALIE REX. No reverso, em baixo relevo, um escudo de Armas da Coroa Italiana, sobreposta aos dizeres: SCUOLE ITALIANE ALL'ESTERO.  Sob os dizeres um travessão e abaixo deste uma estrela de cinco pontas. 


Medalha do 30° Aniversário da Revolução Constitucionalista
Reverso: Sociedade dos Veteranos de 32 - M.M.D.C.  Na legenda: no 30° aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932.


Medalha Efígies Julio de Castilhos e Borges de Medeiros
Exibida em dupla, ao centro do expositor
Anverso: Medalha redonda de bronze com a efígie de Borges de Medeiros, com seu nome.
Reverso: A efígie de Julio de Castilhos, com seu nome.


Medalha da Revolução de 1923
Pertenceu ao Sr. Anibal Faria Corrêa, soldado da Legalidade n° 618, operário das obras públicas 1922-23. Instituída pelo Dr. Borges de Medeiros para condecorar os que auxiliaram o Governo no Período da Revolução de 1923.


Medalha de Serviço Militar que pertenceu a Otávio Francisco da Rocha
Criada por Decreto nº 4.238, de 15.11.1901, pelo Presidente Campos Sales, como reconhecimento de serviços prestados por oficiais e praças do Exército e da Armada, tornada extensiva, 40 anos depois, à Aeronáutica.
Usada do lado esquerdo do peito, pendente de uma fita de gorgorão de seda. De ouro com passadeira de platina para os que tiveram 40 anos de serviços, de ouro com passadeira de ouro para os de mais de 30 anos, de prata com passadeira de prata para os de mais de 20 anos, de bronze com passadeira de bronze para os de mais de 10 anos. Otávio Francisco da Rocha foi político, militar, engenheiro e professor. Nasceu em Pelotas em 23.9.1877. Foi Secretário da Fazenda, Deputado Federal, líder da bancada republicana rio-grandense na Câmara dos Deputados, Intendente de Porto Alegre. Faleceu antes de terminar seu mandato em 27.02.1928.


Medalha de guerra , 1942
Criada pelo Presidente da República Getúlio Vargas, em Decreto-lei n° 6.795, de 17.8.1944. Destinada a premiar os militares da ativa e da reserva e os civis que prestaram serviços durante a guerra. A medalha é uma cruz do Templo com um dístico central onde se encontra o Cruzeiro do Sul. A cruz se acha sobreposta numa coroa de louro e de carvalho (símbolo do valor militar e do valor cívico). No reverso em alto relevo, está gravada a data 22.VIII.1942, que é a declaração de Guerra do Brasil. A fita é de seda chamalotada, de cor amarela, com bordadura verde nos lados.


Medalha Mérito Tamandaré
Medalha utilizada para agraciar autoridades, instituições e pessoas civis e militares brasileiras ou estrangeiras que tenham prestado relevantes serviços no sentido de divulgar ou fortalecer as tradições da Marinha do Brasil, honrando os seus feitos ou realçando os seus vultos históricos. No reverso, entre palmas em arco, a inscrição de suave relevo em sete linhas: A Marinha Brasileira Ao Seu Glorioso Patrono 1957.



 Distintivo da Liga de Defesa Nacional 
A Liga de Defesa Nacional foi fundada em 07 de setembro de 1916, visando congregar os sentimentos patrióticos de todos os brasileiros, independente de classe, religião, política ou filosofia, numa idéia de coesão nacional. O Presidente de Honra de seu Diretório Central foi Getúlio Vargas. Através de seus diretórios regionais, foi responsável pela organização de diversos eventos sociais e culturais como a Semana da Pátria.


Medalha de Campanha da FEB com passador
Esta medalha pertenceu ao Sargento Rubens Barboza, o qual, dentre outras ações, participou do Combate de Montese e
da Rendição de Colechio. A Medalha de Campanha da FEB foi criada pelo Presidente Getúlio Vargas, em Decreto-lei nº 6.795 de 17 de agosto de 1944. Regulamentada pelo Decreto 16.821, de outubro de 1944, para os militares da ativa, da reserva e assemelhados, que participaram das Operações de Guerra na Campanha da Itália, integrando a Força Expedicionária Brasileira. Após a rendição das forças nazifascistas, em 02 de maio de 1945, havia 454 mortos e 2.500 feridos brasileiros.


Cruz de Distinção (Cruz Vermelha Brasileira)
A Cruz de Distinção é uma Condecoração da Cruz Vermelha Brasileira. Instituída pelo Presidente Getulio Dornelles Vargas, em Decreto-Lei 7.928, de 3.9.1945, e destinada a premiar serviços prestados à humanidade, por intermédio da Cruz Vermelha Brasileira, podendo ser conferida a brasileiros e estrangeiros, civis de ambos os sexos e a militares. Destina-se a pessoas e entidades que de maneira especial colaborem na obra da Cruz Vermelha, tornando mais eficiente sua ação ou difundindo os princípios humanitários que a caracterizam. Cruz Vermelha, órgão de assistência humanitária, criado em 1864. No Brasil, a Cruz Vermelha foi instalada em 1908.


Medalha de Bravura Militar (Campanha do Paraguai), cerca de 1868
A medalha era usada no lado esquerdo do peito, com fita de listras iguais, sendo escarlate a do centro e verde as dos extremos. O agraciado usaria na fita tantos passadores quantas as vezes em que houvesse sido distinguido em campanha, tendo inscrito sobre cada uma a data do feito meritório. Alguns veteranos os substituíam por um passador único com a inscrição:
Reiterados Atos de Bravura.


Medalha Bravura Militar
Esta medalha, oferecida ao Major Salvador Gomes da Paixão, foi criada pelo Decreto 4.131, de 28 de março de 1868, para premiar os que se destacassem por bravura durante a Guerra do Paraguai, em qualquer ação de guerra.


Medalha Mallet
Emílio Luiz Mallet, Barão de Itapeví , nasceu em Dunquerque, França (10.01.1801) e faleceu no Rio de Janeiro (02.01.1886). Chegou ao Brasil em 1818, assentando praça em 1822 no Exército Brasileiro como Primeiro Cadete. Participou das Campanhas da Cisplatina como oficial de artilharia, da luta contra Rosas e na Campanha do Uruguai de 1865. Distinguiu-se na Guerra do Paraguai como comandante geral de Artilharia, tendo ação destacada na Batalha de Tuiutí. Em 1869 foi nomeado comandante Geral de Artilharia do Exército em Operações no Paraguai. Possuía as condecorações da Ordem de São Bento de Aviz, Ordem da Rosa, Ordem do Cruzeiro e Medalha de Mérito Militar. Em 1878 foi agraciado com o título de Barão de Itapeví e no ano seguinte promovido a Marechal de Campo.


Comenda da Santa Liga Eucarística
Medalha religiosa, de alumínio, de forma oval, tendo a borda recortada em pequenos semicírculos. No campo central um ostensório, contornando a orla na parte inferior um anjo a cada lado e acima a inscrição "Corte De Amor Y Reparacion Al Smo Sacramento". A medalha na parte central é calada, obedecendo à forma em pequeno semicírculo da orla e das figuras existentes.


Medalha do Bicentenário da Câmara Municipal de Porto Alegre, 1973
Verso: moldura com os dizeres: "Bicentenário da Câmara Municipal de Porto Alegre - 1773-8 de setembro-1973".
Dentro dessa moldura, reprodução da Ponte do Guaíba. Reverso: nominata dos vereadores de 1973.


Distintivo presidente Cruz Vermelha Brasileira
Pertenceu à Odila Gay da Fonseca, nascida em Porto Alegre a 12 de outubro de 1895 e aqui falecida em 20 de julho de 1973. Voltada à assistência social, dedicou-se a inúmeras associações de benemerência. Durante 25 anos foi Presidente da Cruz Vermelha Brasileira. Durante a Segunda Guerra Mundial, à frente da Cruz Vermelha, cooperou com nossos pracinhas e em 1956, com a Batalha de Suez, fazendo funcionar comitês das mais diversas nacionalidades. Por sua atuação, recebeu inúmeras medalhas e condecorações.


Placa de soldado da legalidade
Em 1922, nas eleições para a presidência do RS, Assis Brasil é derrotado por Borges de Medeiros, acusado de fraude eleitoral. Inicia-se o movimento armado: chimangos (situação) contra maragatos (oposição). O governo estadual organiza cinco Brigadas Provisórias, uma em cada região do Estado, sob o comando de Borges e de Emílio Massot.
O conflito inicia-se em janeiro de 1923, com o cerco de Passo Fundo. Caracteriza-se por ações de pequeno porte. Com a interferência do governo federal, o conflito termina ainda em 1923, com o Tratado de Pedras Altas, quando Borges promete não mais concorrer à reeleição. Cumpre a promessa e, em 1928, Getúlio Vargas é eleito presidente do RS.


Medalha comemorativa à chegada do Batalhão de Suez, 1959/1960
 (exibida em dupla mostrando frente e verso)
Esta medalha é comemorativa da volta de soldados gaúchos que serviram nas tropas da ONU, na região do Canal de Suez, no Egito. Em 1956, Egito e Israel entraram em conflito na Zona do Canal de Suez. Após a interferência da ONU, acertou-se o envio de uma "força de paz internacional". O Brasil aceitou participar dessa força, enviando pracinhas de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Belo Horizonte, que lá ficaram de 1957 a 1967.


Medalha militar uruguaia da Campanha do Paraguai
O governo da República Oriental do Uruguai aderiu ao convênio firmado entre o Império do Brasil e a República do Brasil e a República Argentina, para a cunhagem de uma Medalha Militar Inter-Aliada comemorando os feitos de armas contra o Governo Paraguaio. O Congresso Uruguaio, em 18 de dezembro de 1890, autorizou o Executivo a aderir àquele acordo. Esta medalha era usada do lado esquerdo do peito. Para todos os postos e graduações era do mesmo metal, encimada por um sol, sendo este em ouro para os chefes, em prata para os oficiais e em cobre para os integrantes da tropa.


Medalha da Campanha do Uruguai, 1852
Criada pelo Imperador D. Pedro II, em decreto 932 de 14 de março de 1852, para os que defenderam o Império na Campanha contra Oribe e Rosas, sob o comando do Marechal de Campo Conde de Caxias. Era de ouro, em duplo diâmetro, para os oficias superiores, de prata para os capitães e subalternos e de uma liga de zinco e antimônio para as praças de pré.


Distintivo de Xerife
Pertencente a Poty Medeiros, que formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Porto Alegre, em 1927. Foi promotor público, chefe de polícia do Estado, deputado estadual por três legislaturas, Secretário de Segurança Pública, Ministro e Presidente do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul. Fez parte de varias instituições culturais e científicas, obtendo várias condecorações por sua atuação. 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Presentes no Aniversário dia 30/01

Prezado Público!
Prezados Associados, Amigos do Museu Julio de Castilhos e interessados/as em contribuir para a instituição museológica mais antiga do Estado

Temos um convite e um presente para vocês!

No próximo dia 30 de janeiro, no aniversário do Museu Julio de Castilhos, que será festejado com recital, visita noturna e abertura de exposição a partir das 18:30 horas. Venham!

...E todo o associado que renovar sua anuidade, ou manifestar seu interesse em entrar para nossa associação, estará recebendo um kit com 3 livros* muito interessantes, baseados na história gaúcha.
(Valor da Anuidade: R$ 50,00 = 3 lindos livros de presente)

Almanaque do Cotidiano Particular, Organizado por Rubem Pena e com autoria de um coletivo de mulheres escritoras, é uma coleção de verbetes A-Z sobre palavras do cotidiano, descritos em formato de pequenos contos, alguns mais poéticos, outros mais ficcionais ou carregados de bom humor. Leitura leve e ilustrada por imagens de época.

A Confraria dos Barbeiros de Martinho Lutero Hoffmann, é uma ficção de ação e suspense, baseada nos anos 60 com Porto Alegre de cenário de fundo. Anos de chumbo, conspirações, enredos políticos de época.

Um Homem do Pampa de Carlos Nejar é uma obra poética, em muitos momentos épica, que aborda diferentes matizes da história gaúcha e seus elementos reais e lendários. Literatura artística sobre os assuntos mais queridos dos gaúchos.

Estes livros foram gentilmente doados à Associação de Amigos do Museu Julio de Castilhos pela Editora  Bestiário, que tem o prazer de presentar a quem compartilha de nosso amor pela instituição.

Dia 30 de Janeiro, 18:30h, estão todos convidados, venham comemorar com a gente e desejar um feliz novo ano ao Museu Julio de Castilhos!

* Estes títulos são válidos para os 30 primeiros amigos, após esta quantidade, mudam os títulos, mas são outros livros igualmente interessantes com mesmo estilo.





quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

IMAGENS DA GUERRA DO PARAGUAY POR CÁNDIDO LÓPEZ






O Museu Julio de Castilhos apresenta a exposição IMAGENS DA GUERRA DO PARAGUAY POR CÁNDIDO LÓPEZ, gentileza do proprietário deste acervo, sr. Claudio Dienstmann, a quem dirigimos nossos agradecimentos,formada por um recorte da coleção de 48 lâminas A CAMPANHA DO PARAGUAY, pinturas realistas reproduzidas pela Distribuidora RECORD SA, em  1973, onde mostra a participação brasileira nestas batalhas.





Buscando diálogos com nossas peças de acervo, que muito falam a respeito das lutas ao longo da história dos gaúchos, encontramos muitas vezes a referência a heróis e batalhas, o que constrói um imaginário muitas vezes romântico a respeito do assunto. 



Venha ver de perto imagens realistas dos campos de batalhas. Observando que ao exibir a tragédia da guerra, homenageamos a todos que lutam e oferecem a vida por ideais e, mais que tudo, queremos valorizar a paz.



Cândido López

Cándido López (Buenos Aires, 29 de agosto de 1840 Baradero, 31 de dezembro de 1902) foi um pintor argentino, classificado como integrante da arte naïf (artistas auto-didatas que inventam um jeito pessoal de expressar suas emoções. A falta de técnica inicial vai sendo contornada com a vontade de se aperfeiçoar ao longo de anos de prática), que se tornou célebre por seus quadros históricos sobre a Guerra do Paraguai.



Guerra do Paraguai

Guerra do Paraguai foi um conflito que aconteceu de dezembro de 1864 a março de 1870 e colocou o Paraguai contra Brasil, Argentina e Uruguai. A guerra foi resultado do choque de interesses políticos e econômicos que as nações platinas possuíam durante a década de 1860. Ao longo dos anos de conflito, o grande prejudicado foi o Paraguai, que teve sua economia arrasada. Estima-se que o total de mortos de acordo com as diferentes estatísticas seja de 130 mil a 300 mil mortos.



A guerra do Paraguai, Guerra Grande ou a Guerra da Tríplice Aliança, ou mais propriamente a Guerra contra o Paraguai marca indelevelmente a História contemporânea da América Latina. Foi a maior guerra da História da América do Sul. Pode ser comparada – em violência, em extensão, mas não em seus resultados – à Guerra Civil que à mesma época viveram os Estados Unidos da América do Norte, com seus números assustadores: a Guerra Civil mobilizou cerca de 2,5 milhões de homens numa população de 33 milhões de habitantes. Todavia, "os mortos que importam têm que reunir certos requisitos", como escreveu o editor italiano Franco Maria Ricci, na apresentação de uma belíssima obra sobre as pinturas de Cándido López, o principal documentarista da guerra contra o Paraguai. Com efeito, nem todos os mortos são iguais.




A dramaticidade do conflito, em que se envolveram povos e regimes extremamente diversos, marca inclusive pelo silêncio a que as historiografías oficiais, sobretudo a brasileira, condenaram a nossa difícil inserção na História Contemporânea. Qualquer que seja a perspectiva, a guerra da Tríplice Aliança foi um marco. Um acontecimento histórico de pesadas conseqüências, que daria nova dimensão à história sul-americana.



quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Novas Caras das Salas do Tempo


Novas Caras das Salas do Tempo

As salas frontais da histórica Casa de Julio de Castilhos receberam uma nova ambientação atmosférica com a inclusão de personagens ilustres em grandes dimensões. Apesar de não constituir uma exposição formal, proporciona ao visitante uma imersão maior no nosso maior acervo, a casa e sua arquitetura de época. Os homenageados são: João Cândido, Luis Carlos Prestes, Assis Brasil, senador Alberto Pasqualini, senador Pinheiro Machado e o marechal Hermes da Fonseca.



João Cândido, o almirante negro (1880-1969)

Nascido em Rio Pardo/RS, filho de escravos. Aos 10 anos foi mandado à casa do Almirante Alexandrino de Alencar, para ser educado. Aos 13, fez sua primeira viagem como aprendiz de marinheiro. Em pouco tempo tornou-se instrutor de aprendiz-marinheiro e viajou por todo o país.

Em 1908, foi à Inglaterra receber treinamento e acompanhar as obras dos navios encomendados pelo Governo brasileiro. O contato com marinheiros de outros países, cujo trabalho era valorizado, expôs a brutalidade das condições na Marinha Brasileira, na qual os castigos corporais, a má remuneração e o excesso de trabalho era rotina.


                                            A Revolta da Chibata (1910)

O Brasil era uma das maiores potências navais da época, mas o código disciplinar da marinha ainda previa castigos corporais para faltas disciplinares mais graves. O serviço obrigatório podia durar 10-15 anos, os soldos eram desprezíveis, as condições de alimentação e higiene eram as piores possíveis.

O estopim da rebelião iniciada na noite de 22/11 foi o açoitamento do marinheiro Marcelino Rodrigues, com 250 chibatadas. João Cândido, o Almirante Negro, assumiu o comando do Minas Gerais, vencendo na luta o comandante Batista das Neves, alguns oficiais e vários marinheiros.

                                                A Revolta da Chibata

Em novo levante em 9 de dezembro, João Cândido e companheiros foram trancafiados numa cela subterrânea na masmorra da Ilha das Cobras, onde 15 deles morreriam sufocados pela cal jogada na cela.

João Cândido sobreviveu e foi internado no Hospital dos Alienados no RJ, apesar dos médicos recusarem-se a atestar que estivesse louco. Julgado e absolvido em 1912, assim como os demais marinheiros sobreviventes. Pagaram alto preço, mas os castigos corporais foram banidos do código disciplinar da marinha. Expulso da Marinha, passou a trabalhar em pequenas embarcações e na Marinha Mercante, tendo grande dificuldade para manter-se nos empregos. Sua vida, a partir daí, foi acompanhada pela pobreza e pela tragédia: o suicídio de sua segunda esposa e a morte de sua filha.

                                                Revolta da Chibata

Apesar de seu importante papel para a modernização e profissionalização da Marinha Brasileira, poucas vezes recebeu homenagens. Aos 80 anos, ainda trabalhava no cais. Morreu de câncer em 6 de dezembro de 1969.



Luís Carlos Prestes       (1898-1990)

Nasceu em Porto Alegre, filho de família modesta. Graduou-se na Escola Militar no Realengo, Rio de Janeiro, em 1909.

Em 1922, participa das reuniões preparatórias ao ciclo das revoltas Tenentistas. No Rio Grande do Sul, aderindo ao movimento revolucionário, lidera o levante no Batalhão Ferroviário, do qual é subcomandante. Organiza a Coluna Prestes e percorre 13 estados do país, sem sofrer uma única derrota militar. Tal feito rende-lhe o título de “Cavaleiro da Esperança”.

Em 1930, recusa-se a assumir a liderança militar da Revolução de 30, por entender que se trata de simples substituição de uma oligarquia dominante por outra, posicionando-se a favor da reforma agrária e antiimperialista, proposta pelo PCB.

A convite do governo da então União Soviética, vai morar em Moscou, em 1931, onde trabalha como engenheiro e dá prosseguimento aos estudos marxistas. Em 1934, é aceito como membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e retorna ao Brasil, clandestinamente, para articular a Revolução Socialista no país.

É aclamado presidente de honra da recém-criada Aliança Nacional Libertadora (ANL). Em novembro, com a ANL na ilegalidade, inicia-se a Intentona Comunista. A repressão desencadeada pelo governo cria condições para implantação de um regime ditatorial.
Em 1936, Prestes e sua esposa, Olga Benário, são presos, sendo ela deportada para a Alemanha nazista, sendo executada em um campo de concentração (1942). De 1936 a 1945, é mantido preso e incomunicável.

Com a redemocratização do Brasil, é eleito, em 1945, representando o PCB, o senador mais votado da história da República e deputado constituinte. Participa da Assembleia Constituinte. Em 1947, é decretada a ilegalidade do PCB. Com a cassação dos mandatos dos parlamentares comunistas, Prestes fica na ilegalidade por cerca de 10 anos.

Em 1980, rompe com o PCB, através da Carta aos Comunistas e viaja pelo Brasil, difundindo seus ideais revolucionários. Em 1989, nas eleições diretas pós golpe de 64, apoia a candidatura Leonel Brizola. Morre no RJ em 1990.



Joaquim Francisco de Assis Brasil    (1857-1938)

Foi um dos fundadores do Clube 20 de Setembro, que reunia estudantes gaúchos republicanos, entre eles Julio de Castilhos, na Faculdade de Direito de São Paulo.
Em 1882, elege-se o primeiro deputado do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR) eleito para a Assembleia Legislativa.

Deputado nas Assembleias Constituintes Nacional e Estadual. Rompe com Julio de Castilhos por discordar da forma autoritária com que este presidia o PRR e pela imposição das doutrinas positivistas na Constituição Estadual. Atua como diplomata em Buenos Aires, Lisboa e Washington.

Em 1907, inicia a construção de um castelo em Pedras Altas, onde passa a residir, dedicando-se à agropecuária. Em 1908, participa da fundação do Partido Republicano Democrático (PRD), que agrupa dissidentes do PRR.
Retorna à vida pública em 1922, como candidato de oposição ao Governo do Estado. É derrotado por Borges de Medeiros, em eleições consideradas fraudulentas.
Em 1923, é chefe civil da revolução em oposição a Borges. Assina o Pacto de Pedras Altas. Retira-se com a família para um auto-exílio no Uruguai.

Revolução de 1923 foi o movimento armado ocorrido durante onze meses daquele ano no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, em que lutaram, de um lado, os partidários do presidente do Estado, Borges de Medeiros (Borgistas ou Chimangos que usavam no pescoço como distintivo ou característica o lenço branco) e, de outro, os revolucionários, aliados de Assis Brasil (Assisistas ou Maragados, que usavam no pescoço como distintivo o lenço vermelho).

Álbum dos Bandoleiros

Revolução de 1923


               Filme "A Revolução no Rio Grande" de Benjamin Camozato

Em 1927, retorna ao Brasil e é eleito deputado federal pela Aliança Libertadora, formada pelo PRD, pelo Partido Federalista e por oposicionistas não partidários.
Com a vitória da Revolução de 1930 que levou Vargas ao poder, assume o Ministério da Agricultura do Governo Provisório, sendo também embaixador na Argentina em missão extraordinária.

Eleito deputado constituinte em 1933. No ano seguinte, por discordar da eleição de Vargas por voto indireto na Assembleia Constituinte, renuncia ao cargo.
Afasta-se em definitivo da vida pública, dedicando-se a sua fazenda em Pedras Altas.



Senador Alberto Pasqualini   (1901-1960)

Nasceu em Ivorá, à época distrito de Julio de Castilhos, descendente de imigrantes italianos. Em 1929, formou-se na Escola de Direito de Porto Alegre. Nesse período, dedicou-se ao estudo das principais doutrinas políticas, econômicas e sociológicas, o que o tornou um dos políticos mais preparados do Rio Grande do Sul.

Ingressou na carreira política através do Partido Libertador (PL). Foi um dos fundadores e o principal ideólogo do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), participando ativamente da política rio-grandense no período de 1945 a 1955.

Foi vereador em Porto Alegre e Secretário do Interior e Justiça no Governo de Ernesto Dornelles, em 1943. Em 1950, elegeu-se Senador da República. Nesse período, foi redator do projeto de criação da Petrobrás.

Fez oposição a Getúlio Vargas durante o Estado Novo, dedicando-se à elaboração teórica da doutrina trabalhista calcada no modelo inglês de Harold Laski. O programa foi exaustivamente discutido com todas as tendências de esquerda, o que levou à fundação da União Social Brasileira (1945). No ano seguinte, reaproximou-se de Vargas com a fusão da USB ao PTB.

Através de profundos estudos das doutrinas políticas e econômicas, Pasqualini possuía as ideias teóricas necessárias ao recém-criado PTB, que viriam a contribuir para a estruturação do Partido. Essa base doutrinária permitiu que o PTB gaúcho ocupasse um papel de destaque na política nacional.

Em 1948, analisando a realidade partidária brasileira, Pasqualini constatou que o movimento político se realizava somente em torno de objetivos eleitoreiros, na disputa pelo poder. Todos os partidos possuíam os mesmos conteúdos doutrinários, meramente formais. Lutou por criar um sentido ético na política nacional. Sempre foi sua preocupação dotar a política de bases científicas, um conjunto de objetivos definidos que orientasse a atuação das lideranças, levando o partido a cumprir sua maior função, ou seja, mobilizar a opinião pública de forma consciente e atuante.

Em 1956, após sofrer um derrame cerebral, afastou-se da vida pública.



Senador José Gomes Pinheiro Machado    (1851-1915)

Aos 15 anos de idade, alistou-se no Corpo dos Voluntários da Pátria e lutou na Guerra do Paraguai. Após dar baixa, em 1867, dedicou-se à atividade de tropeiro de gado e mulas, estudou Direito em São Paulo e foi um dos fundadores do Clube Republicano Acadêmico e do jornal O Republicano.

Retornando ao RS, atuou como propagandista da causa republicana, tornando-se o principal líder do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR) na região Missioneira.
Proclamada a República, recebeu a indicação de Julio de Castilhos para senador constituinte pelo RS. Teve destacada atuação na Revolução Federalista de 1893, comandando cerca de 3.500 homens. Por ter assegurado a permanência dos republicanos castilhistas no poder, recebeu as honras de general.

Como senador, Pinheiro Machado chegaria ao auge do seu poder, interferindo na política nordestina e ajudando a eleger deputados que sequer conheciam os Estados que deveriam representar. Na presidência de Hermes da Fonseca, tornou-se uma espécie de “eminência parda”, tal a influência que exerceu.

Fundou o Partido Republicano Conservador (PRC), a primeira organização partidária de âmbito nacional cujos principais objetivos eram a defesa da Constituição de 1891 e a articulação de quase todas as “máquinas políticas” estaduais em apoio ao presidente da República.



Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca    (1855-1923)

Nascido em São Gabriel, RS, estudou na Escola Militar do Rio de Janeiro. Influenciado por Benjamin Constant, aderiu ao positivismo e tornou-se membro da Maçonaria. Quando da Proclamação da República, era ajudante de ordens do marechal Deodoro da Fonseca, seu tio.

Como ministro da Guerra no Governo Afonso Pena, reorganizou o Exército e ampliou os efetivos, introduzindo o serviço militar obrigatório (1908). Em 1910, foi o candidato oficial à sucessão presidencial, derrotando Rui Barbosa. Nos primeiros dias de seu governo, enfrentou a Revolta da Chibata, liderada por João Cândido.

Seu governo foi marcado pela grande influência exercida pelo senador Pinheiro Machado e pela política salvacionista, que objetivava fortalecer a posição dos militares, sob pretexto de moralizar a vida política da Nação. O salvacionismo promoveu intervenções de tropas federais nos estados do Ceará e de Alagoas. A rigor, o que houve foi a substituição de certas oligarquias estaduais dominantes por outras, que se mostraram mais dispostas a apoiar o Governo central.

Terminado seu mandato, em 1914, foi eleito senador pelo Estado do Rio Grande do Sul. Não tomou posse, indo viver na Suíça por cinco anos.
Em 1921, assumiu a presidência do Clube Militar. Na sucessão de Epitácio Pessoa, cujo governo havia sido antimilitarista, o Clube Militar apoiou a candidatura de Nilo Peçanha contra o candidato da situação, Arthur Bernardes.

A vitória da situação, em meio a denúncias de fraude, desencadeou uma série de revoltas e pedido de recontagem de votos. Desacatando ordens do governo, Hermes da Fonseca conclamou os militares a não reprimirem as manifestações. Foi preso dia 2 de julho e o Clube Militar, fechado. Esse episódio esteve diretamente ligado à tomada do Forte de Copacabana, em 5 de julho, que abriu o ciclo das revoltas Tenentistas.
Libertado em janeiro de 1923, Hermes da Fonseca faleceu no dia 9 de setembro desse mesmo ano.