quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Museu Julio de Castilhos e a história do dinheiro no mundo

O Museu Julio de Castilhos apresenta a exposição "Vale um pila, a história por trás do dinheiro", que ilustra a história do dinheiro mundial. A mostra, com entrada gratuita, tem curadoria de Vanessa Becker Souza, com abertura no dia 28 de outubro, às 19h no Museu Julio de Castilhos (Duque de Caxias, 1205).
O público pode conferir as cédulas e moedas mais famosas do mundo; raridades, como moedas romanas, bizantinas e otomanas; e curiosidades, como o bônus de contribuição do Partido Libertador, cédula assinada por Raul Pilla, que deu origem ao termo "pila", como sinônimo de dinheiro no sul do Brasil; além das mais belas estampas já produzidas por diversos países.
A exposição foi disposta na seguinte estrutura: Dinheiro antigo; Calçada da Fama – Dinheiros mais famosos do mundo; Dinheiro Brasileiro; Ocupação Militar; Inflação;
Outros dinheiros.
A mostra pode ser visitada até 20 de dezembro de 2014, de terças a sábados das 10h às 17h. Visitas guiadas para escolas ou grupos podem ser agendadas de terças a sextas feiras, pelo telefone (51) 3221.5946.

"Vale um pila, a história por trás do dinheiro"
de 28 de outubro a 20 de dezembro de 2014
Rua Duque de Caxias, 1205
Abertura: 28 de outubro, às 19h
Visitas: de terças a sábados das 10h às 17h
Entrada Franca

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Museu Julio de Castilhos recebe o Mensageiro da Amizade

Quem de nós não pensou algum dia em largar tudo para realizar um sonho? José Ferreira da Silva, um gaúcho de 30 anos, natural de Caxias do Sul, conseguiu vencer o desafio de contornar o mundo em uma Lambreta no final dos anos 1960. Um público fiel, composto por apaixonados por motociclismo, esteve no museu Julio de Castilhos para prestar homenagem e conhecer de perto o autor dessa façanha. O Mensageiro da Amizade, como ficou conhecido, esteve no museu na tarde de 11 de outubro contar sua aventura e rever mais uma vez a Lambreta, que está sob a guarda do museu Julio de Castilhos desde 1970. 
 Com atenção personalizada a cada um dos seus admiradores, o aventureiro autografou seu livro e narrou histórias de sua jornada de 359 dias, de outubro de 1968 a setembro de 1969, partindo de Porto Alegre. “Os motociclistas procuram por mim para saber como fazer viagens de longa distância, por causa da minha experiência”, explica.
Visivelmente emocionado, o aventureiro, hoje com 76 anos, conta que nunca mais andou de Lambreta desde que retornou. “Sofri muito, passei por coisas que nem dá para contar, apesar das grandes alegrias que tive”, relembra. A ideia da viagem surgiu com apenas 15 anos quando viu um rapaz colombiano em Porto Alegre que viajava em uma bicicleta. A partir daí, o projeto foi amadurecendo até se tornar realidade 15 anos depois. “Eu me preparei por quatro anos, adquirindo todo tipo de conhecimento que pudesse me ajudar”. Neste período fez aulas de defesa pessoal, mecânica, línguas estrangeiras (inglês, francês, espanhol e alemão), saúde, táticas de sobrevivência, cultura dos povos, comunicação e exercícios militares, entre outros temas.
A escolha da Lambreta deu-se pelo motivo do veículo possuir assistência técnica e peças que poderiam ser encontradas no mundo inteiro e, principalmente, em decorrência da economia de combustível. 
Além de muita coragem José Ferreira da Silva saiu de Porto Alegre sem quase nada de dinheiro. Ia pedindo comida e pouso, aproveitando da popularidade que sua presença causava nos locais por onde passava. Desta maneira, conseguiu realizar um feito inédito: cruzar o mundo, em 51 países e 3 ilhas em um veículo que alcançava o máximo de 80km por hora, em todo tipo de terreno e condições climáticas e numa época em que a comunicação era precária e as fronteiras era fechadas. Pelo seu feito, José Ferreira mereceu uma nota no Guiness_ o livro dos recordes, em 1995, e, sobretudo, o reconhecimento de uma legião de fãs amantes de aventuras que ainda hoje se admiram pela coragem e determinação do Mensageiro da Amizade.
A Lambreta pode ser visitada no Museu Júlio de Castilhos (Duque de Caxias, 1205) de terças a sábados, das 10h às 17h. Visitas guiadas para escolas ou grupos podem ser agendadas de terças a sextas, pelo telefone (51) 3221.5946. Não perca!


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Acervo em Foco



A volta ao mundo de Lambreta

Em 5 de outubro de 1968 José Ferreira da Silva, um gaúcho, natural de Caxias do Sul, iniciou um feito inédito: dar a volta ao mundo numa lambreta. Com pouquíssimos recursos e muita coragem e espírito de aventura, a expedição foi concluída em setembro de 1969 e considerada um sucesso, merecendo uma nota no Guiness — o livro dos recordes — como feito incrível.
O Acervo em Foco deste mês traz a lambreta usada na viagem. A moto, de fabricação nacional — modelo LI150 – 1968, nova — foi doada ao Museu Julio de Castilhos em maio de 1970 e pode ser vista em exposição comemorativa aos 46 anos da viagem. Na data de abertura, José Ferreira da Silva, hoje com 76 anos, estará presente para conversar com público sobre “a aventura da volta ao mundo de Lambreta”. A exposição, com curadoria de Rafael Lauermann, inicia no dia 11 de outubro, as 14 horas no Museu Julio de Castilhos (Rua Duque de Caxias, 1205), podendo ser visitada de terças a sábados das 10h às 17h. Visitas guiadas para escolas ou grupos podem ser agendadas de terças a sextas, pelo telefone (51) 3221.5946. Não perca!

RELATÓRIO DE VIAGEM
Nome: José Ferreira da Silva
Profissão: Jornalista
Naturalidade: Caxias do Sul, RS
Idade: 31 anos (na época do retorno)
Período: 5 de outubro de 1968 a 27 de setembro de 1969 (11 meses e 21 dias)
Veículo: Lambreta de fabricação nacional LI150 – 1968, nova,  e posteriormente doada ao Museu Julio de Castilhos no ano de 1970
Percurso: Rodou 85.148km em 51 países e 3 ilhas, em todos os continentes, e 2.136 cidades
Combustível: 22.320l de gasolina; 1.160l de óleo
Acidentes: Furou o pneu 24 vezes, acidentado 15 vezes
Bagagem: 2 macacões de brim; 2 macacões de tergal; 1 macacão de cetim; 1 macacão de nylon (térmico para até -300C; 2 pares de botas (para frio e calor); 1 capacete especial; 1 blusão de couro; roupas íntimas; remédios; ferramentas, peças sobressalentes; 1 máquina fotográfica; 1 faca; 500 flâmulas e revistas de propaganda do Brasil; documentos; moedas, papel, cartas de apresentação de entidades e governo.


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Acesso do escravo à justiça no tempo do Império




Será realizado, de 29 a 30 de setembro de 2014, o Seminário Desvendando o Rio Grande, edição 2014, no auditório do Palácio da Justiça, em Porto Alegre.

Estarão presentes pesquisadores renomados da área de História. Da programação, consta a presença dos Doutores em  História Paulo Roberto Staudt Moreira, Olgário Paulo Vogt, Roberto Radünz, Mário Maestri e Keila Grinberg. Também participam os Mestres em História Jônatas Marques Caratti, Raul Cardoso, Melina Kleinert Perussatto, e a Mestranda Pâmela Cervelin Grassi.
O Seminário vai coroar as atividades do Memorial no estudo sobre as circunstâncias do relacionamento do escravo com a Justiça também apresentadas na exposição A Justiça no Cotidiano do Escravo, que também é o tema geral do evento.
A exposição divulga os resultados de pesquisa desenvolvida por integrantes da equipe do Memorial a partir de uma reflexão em três eixos temáticos que relacionam diretamente o escravo ao Poder Judiciário do Rio Grande do Sul – a ambiguidade no tratamento do escravo negro enquanto sujeito e objeto; o acesso do escravo ao Judiciário, em que autos de processo evidenciam demandas de escravos com base na legislação civil e criminal; e os caminhos percorridos pelo escravo para obter a liberdade.
As inscrições são gratuitas e darão direito a certificado de participação correspondente à onze horas de atividades.

O Palácio da Justiça fica na Praça Marechal Deodoro, 55, Centro Histórico de porto Alegre.

Inscrições e mais informações:  http://desvendandooriogrande.wordpress.com






segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Acervo em Foco

O Museu Julio de Castilhos com o Acervo em Foco traz à mostra peças condecorativas de seu acervo, representativas de algumas Ordens e concessão de Graus, como premiação a cidadãos nacionais ou estrangeiros por fidelidade ao soberano ou serviços à sociedade.
Conforme o Banco Central do Brasil, a condecoração é um símbolo de distinção honorífica, representado por uma insígnia e distribuído pelos chefes de governo e instituições para agraciar pessoas físicas e jurídicas, por seus desempenhos nos processos de engrandecimento da nação ou no estreitamento de amizade entre os povos.
Este costume remonta à Antiguidade, quando, já entre os gregos, premiavam-se publicamente os feitos de guerra, as realizações civis e as vitórias desportivas.
Hoje, entre os diversos modos de premiação, as Ordens Honoríficas são os instrumentos mais utilizados pelos diversos países para homenagear os cidadãos.
Sua origem está diretamente ligada às Ordens da Cavalaria, organizações militares de caráter religioso, surgidas na Idade Média, que visavam a expansão do cristianismo. De estrutura hierárquica baseada na Igreja, seus integrantes utilizavam-se de insígnias com os símbolos das ordens para diferenciá-los em seus diversos postos.
No Brasil, as Ordens Honoríficas são regulamentadas por lei, que descreve sua insígnia e os métodos de agraciamento, e são, geralmente, formadas por cinco graus, nos quais as funções públicas existentes são classificadas hierarquicamente. Além desses graus, há, ainda, o de Grão Mestre, atribuído ao Presidente da República, a quem cabe, por decreto, nomear os membros das Ordens.
  Entre as Ordens mencionadas neste Acervo em Foco estão a Ordem de Cristo,  Ordem de São Bento de Aviz, Imperial Ordem da Rosa, Ordem Nacional do Mérito, Imperial Ordem do Cruzeiro do Sul e Ordem do Mérito Militar.
  Venha conferir!

Curadoria: Vanessa Becker Souza