quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Edital de Ocupação dos Espaços do Museu Julio de Castilhos 2019

Edital


EDITAL OCUPAÇÃO DOS ESPAÇOS 2019
MUSEU JULIO DE CASTILHOS

A Secretaria de Estado da Cultura, inscrita no CNPJ sob o nº 94.235.330/0001-00, com sede administrativa na Av. Borges de Medeiros, nº 1501, 10º andar,Porto Alegre/RS, por meio do Museu Julio de Castilhos, com sede na Rua Duque de Caxias, nº 1205, Centro Histórico, Porto Alegre, CEP 90010-281, torna público, para conhecimento de todos os interessados, que realizará Edital de Ocupação dos Espaços do Museu Julio de Castilhos para selecionar propostas com solicitações de ocupação dos espaços do Museu para o ano de 2019, em temporadas e eventos que apresentem interfaces, diálogos ou referências em história, sociologia, museologia e antropologia, do RS e/ou Brasil, nas modalidades: ARTES CÊNICAS (dança e teatro, apresentações, ensaios ou oficinas), MÚSICA (erudita, composições próprias ou releituras, apresentações, ensaios ou oficinas), LITERATURA (saraus, lançamentos de publicações, apresentações, oficinas) e ENSAIO LIVRE (dança, teatro e música que não tenham instrumentos de percussão), EXPOSIÇÕES (relacionadas à história, sociologia, antropologia, museologia, de preferência relativo ao RS e/ou Brasil).

1-    DO OBJETO
O Museu Julio de Castilhos, após uma temporada de reestruturação física e da agenda cultural, retoma uma política de democratização de acesso a seus espaços visando a estimular e ampliar a reflexão histórica, social, museal e antropológica do povo gaúcho, com sua identidade e seu tempo, buscando novas propostas de experiências museológicas oferecidas ao público, além do compromisso com a sustentabilidade e com a inclusão social. Sendo assim, estabelece como principal objeto do presente Edital os projetos que contemplem temas com referências em História do Rio Grande do Sul e/ou do Brasil, novas linguagens, a produção cultural gaúcha e brasileira, a transversalidade da história com a educação, a democratização e acesso cultural.
Os períodos de ocupação dos espaços serão maio e novembro de 2019, em datas a serem estabelecidas posteriormente.


1.1 - ESPAÇOS DO MUSEU JULIO DE CASTILHOS E DATAS DISPONIBILIZADAS

·      Auditório do Piano -  40 lugares - Apresentações musicais, acústicas, de câmara e/ou saraus literários, seminários ou palestras. A ocupação terá horário limite até as 22 horas. O proponente deverá levar em consideração queo piano não pode ser removido do local ou movimentado.
            Datas disponíveis - 10 sábados ou 10 datas entre terças e sextas feiras; 03 datas por projeto, que deverão ser indicadas pelo proponente, condicionadas as acomodações com a agenda do museu.

·         Sala Multimeios - 20 lugares - Oficinas, seminários, palestras, ensaios livres de música, dança, teatro.
            Datas disponíveis - 10 sábados, sendo 4 sábados no máximo por projeto, entre 10h da manhã e encerrando no mais tardar às 22h e 40 turnos - manhã das 10 às 12h, tarde das 13 às 17h ou noite das 18 às 22h, à escolha do proponente, entre terças e sextas, com o máximo de 10 turnos por projeto, que deverão ser indicados pelo proponente, condicionados a acomodações com a agenda do museu.
            Temporadas de ensaios disponíveis - Atenção: por tratar-se de espaço sem isolamento acústico, não serão aceitas propostas que envolvam instrumentos de percussão ou alta emissão de decibéis.

            1.2. Temporadas Disponíveis para exposições de curta duração -  4 exposições no auditório. Cada Temporada de exposição prevê 1 semana de montagens, 30 dias de exposição e 1 semana para desmontagem e retirada de todos os materiais. Para apresentação de proposta de temporada expositiva, o proponente deverá apresentar no projeto expositivo a declaração de visita ao local com layout de onde e como pretende expor, com o devido descritivo técnico e comprometimento de que não haverá uso de nada que se fixe nas paredes ou altere as estruturas físicas do local. Apenas 1 exposição por proponente.

1.3. Jardins - possibilidade de utilização de 80 cadeiras - eventos deDança, Teatro, Música, Literatura, Saraus, Encontros Temáticos, Oficinas. Deverá prever as situações de intempérie, sem envolver os demais espaços do museu - prever toldos. O projeto de uso dos jardins deverá apresentar layout de como será usado, com a devida preservação aos canhões, bem como prever ações de segurança e preservação do meio ambiente (ex.: colocação de lixeiras, retiradas de lixo após evento, segurança extra específica ao evento.)
            Datas Disponíveis para eventos - 10 sábados ou 10 datas entre terças e sextas-feiras entre 10h da manhã e encerrando, no máximo, às 22h.

2-    DAS CONDIÇÕES PARA PARTICIPAÇÃO

2.1. Estão habilitadas a participar do presente Edital de ocupação dos Espaços do Museu Julio de Castilhos pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos e pessoas jurídicas de direito público, desde que tenham natureza cultural, tais como empresas de produções artísticas, companhias, grupos ou coletivos, assim como pessoas físicas de todo o Brasil, qualificados como “proponentes”.

 2.2. Para efeitos de inscrição, os projetos deverão contemplar as seguintes linguagens, sejam elas apresentações, oficinas ou ensaios: artes visuais, dança, literatura, música e teatro, sendo que todas as áreas devem ter como referência, na construção do projeto, o diálogo com o campo histórico, social, museológico e  antropológico,  brasileiro e/ou gaúcho.

2.3. Será aceita a inscrição de somente 1 (um) projeto por proponente para cada modalidade. Os projetos que contemplem ensaios de teatro, dança ou música não podem ultrapassar o período de três meses, com no máximo três vezes por semana, para oportunizar a máxima participação de artistas, grupos ou coletivos. É vedada a inscrição de servidores, terceirizados ou profissionais que tenham vinculo de trabalho com o Museu Julio de Castilhos, com a Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul e suas vinculadas. O proponente na categoria ensaios que tiver seu projeto selecionado, no computo geral de presenças, não poderá ter mais que 15% de faltas. Ultrapassando esse limite, perderá o local de ocupação.

2.4. Todos os projetos que forem selecionados pelo Conselho Consultivo assinarão o Termo de Compromisso e Responsabilidade de Uso padrão utilizado pelo Museu Julio de Castilhos, contendo instruções sobre as relações com a instituição e cujo descumprimento penalizará com o imediato cancelamento da atividade proposta, possível processo indenizatório e impedimento de participar em próximos editais pelo período de 5 anos.

2.5. Para os projetos pertinentes, os custos relativos aos Direitos Autorais (ECAD) serão de responsabilidade do proponente, bem como as liberações exigidas junto aos demais órgãos deverão ser feitas diretamente pelo proponente e entregues na Secretaria do Museu Julio de Castilhos, conforme rege o Termo de Compromisso e Responsabilidade de Uso.

3 - DAS INSCRIÇÕES

3.1. As inscrições estarão abertas pelo prazo de 24 (vinte e quatro) dias, a partir das 10h de 05 de fevereiro às 17h de 28 de fevereiro de 2019. Os interessados deverão encaminhar suas propostas diretamente para  o e-mail: museujuliodecastilhos@gmail.com. O recebimento das propostas será unicamente através deste email ao qual o proponente imediatamente receberá retorno de RECEBIDO. No e-mail devem constar a Ficha de Inscrição de Projeto (Anexo 1) preenchida e com os anexos que julgarem pertinentes para melhor explicar a proposta (Todos os documentos devem ser enviados em arquivo único no formato PDF).

3.2. O projeto deve ser composto por:
- Ficha de Inscrição de Projeto, em 1 (uma) via, disponível na pagina eletrônica do Museu Julio de Castilhos (www.museujuliodecastilhos.blogspot.com.br), devidamente preenchida;
- Descrição, objetivo e justificativa do projeto, apresentando detalhadamente o conjunto de ações a ser realizado;
- Ficha técnica completa; informações adicionais, que possam acrescentar dados sobre o projeto, se houver (não obrigatório). Os projetos igualmente avaliados terão seu desempate decidido pela qualificação de portfólio e currículos da equipe técnica e artística de cada projeto.

3.3. Somente serão aceitas inscrições de projetos enviados pelo e-mail acima informado, sendo desconsideradas as inscrições enviadas após a data de encerramento. Serão desconsideradas as inscrições apresentadas de forma diversa da descrita nos itens anteriores. Após o envio do projeto, não serão admitidas alterações ou complementações de qualquer natureza.

            4 - CRONOGRAMA

Divulgação do Edital: 01 DE FEVEREIRO DE 2019
no blog do museu www.museujuliodecastilhos.blogspot.com.br
Período de Recebimento das Propostas: 05 a 28 de fevereiro de 2019
Divulgação das inscrições habilitadas: 10 de março de 2019
Análise e Seleção das Propostas: 10 a 20 de março de 2019
Divulgação dos Selecionados: 26 de março de 2019
Período de Recurso que deverá ser encaminhado pelo e-mail
museujuliodecastilhos@gmail.com em formato PDF, com assunto RECURSO PROJETO _____ (NOME DO PROJETO): 27 a 30 de março de 2019
Análise dos Recursos: 01 a 05 de abril de 2019
Divulgação final dos selecionados: 09 de abril de 2019
Agendamento com Proponentes selecionados: 11 a 19 de abril de 2019
Ocupação: A partir de maio de 2019


5 - DO PROCESSO DE SELEÇÃO

Os projetos inscritos serão avaliados em 2 (duas) etapas:
5.1. Etapa 1:  Habilitação dos projetos: triagem, de caráter eliminatório, coordenada pela secretaria do Museu Julio de Castilhos, com o objetivo de verificar se o proponente cumpre as exigências previstas para inscrição do Edital de Ocupação dos Espaços do Museu Julio de Castilhos. No descumprimento de alguma das exigências, o projeto será automaticamente desclassificado.

5.2. Etapa 2: Avaliação e seleção: realizada pelo Conselho Consultivo.

6 - DA COMISSÃO DE SELEÇÃO

6.1. Os projetos serão avaliados pelo Conselho Consultivo composto por 3 integrantes da equipe do museu, sendo pelo menos um historiador e um museólogo e dois membros da Associação de Amigos do Museu Julio de Castilhos, indicados exclusivamente para este processo de seleção; concluído o Edital, este Conselho será automaticamente desfeito.

6.2. O projeto em cuja ficha técnica conste membros da Comissão de Seleção será, automaticamente, desclassificado.

7 - DA AVALIAÇÃO

Os critérios de seleção dos projetos baseiam-se na relevância conceitual e temática, excelência da programação, na inovação, no impacto social, na viabilidade técnica e na adequação física. O processo de seleção será composto de uma única etapa classificatória, de acordo com os critérios abaixo, pontuados de 0 a 10 por cada um dos membros do Conselho Consultivo em ficha própria e considerada na atribuição do total de pontos, independente da linguagem artística adotada:
- Concepção geral do projeto, relevância conceitual e temática;
- Qualificação dos profissionais envolvidos através da avaliação do currículo dos integrantes;
- Inovação, originalidade e ineditismo da proposta;
- Adequação aos espaços do museu;
- Excelência artística do projeto;
- Planejamento do projeto para a ocupação através de cronograma da programação proposta;
- Estratégia de comunicação, divulgação e formação de público;
- Conformidade com os objetivos da Chamada;
- Incentivo à formação de plateia e a democratização do acesso de alunos de escolas públicas e de integrantes de projetos socioculturais, especialmente os que atendam as regiões com menor acesso aos espaços culturais.

9 - DISPOSIÇÕES GERAIS

9.1. O Museu Julio de Castilhos se reserva o direito de selecionar somente os projetos que se enquadrem dentro dos objetivos específicos – shows, espetáculos e ensaios: teatro, música, dança, literatura, circo, artes e eventos de natureza cultural que tenham transdisciplinariedade com história, museologia, sociologia e antropologia.

9.2. Haverá uma reserva de 20% das vagas para projetos que envolvam grupos de: pessoas com deficiência; idosos; situação de vulnerabilidade social; LGBTQI+; negros; quilombolas e indígenas. Não havendo projetos que atendam estes públicos, as datas serão preenchidas com os demais projetos inscritos.

9.3. Qualquer esclarecimento necessário pode ser obtido através do email: museujuliodecastilhos@gmail.com . Os projetos selecionados serão contatados para os acertos finais e assinatura de Termo de Responsabilidade Técnica - Modelo em Anexo II. Os espaços não estão sujeitos à cobrança de valores e seu uso será gratuito. Mesmo considerando todo o contexto disposto nestas orientações, o Museu Julio de Castilhos se reserva o direito de não realizar proposta apresentada, caso avalie incompatibilidade com os trabalhos de reformas, reparos ou restauros que podem acontecer em função do início das obras do PAC – Cidades Históricas ou a qualquer tempo em virtude de manutenção.

9.3. O Museu Julio de Castilhos reserva-se o direito de agendar projetos em datas e locais que melhor atenderem às demandas internas de programação.

9.4. Diante dos contextos econômicos vigentes, os projetos deverão prever sustentabilidade própria. O Museu Julio de Castilhos não aceitará projetos que lhe onerem despesas, cachês, taxas, pagamentos ou qualquer outro tipo de despesa. Não haverá pagamentos de cachês ou qualquer outro tipo de remuneração por parte da Instituição.

9.5. Ao final do período utilizado para ensaios, deverá ser oferecida 1 (uma) apresentação gratuita para a comunidade, com possível agenda a ser definida de comum acordo com o Museu Julio de Castilhos.

9.6. O proponente que tiver seu projeto viabilizado, no computo geral de presenças, não poderá ter mais que 15% de faltas. Ultrapassando esse limite, perderá o local de ocupação.

9.7. Todas as propostas/projetos que forem viabilizados conforme os contextos disponíveis oferecidos e ordem de chegada serão contatados e assinarão o Termo de Compromisso padrão  (Anexo II) utilizado pelo Museu Julio de Castilhos, através de sua Associação de Amigos, contendo instruções sobre as relações com a instituição e cujo descumprimento penalizará com o encerramento de qualquer relação entre as partes.

9.8. Para os projetos pertinentes, os custos relativos aos Direitos Autorais (ECAD) são de responsabilidade do proponente, bem como as liberações exigidas junto aos demais órgãos deverão ser feitas diretamente pelo proponente e entregues na secretaria da instituição, conforme rege o Termo de Compromisso.

9.9. O resultado final da seleção de projetos será divulgado, de acordo com o cronograma, no blog da instituição www.museujuliodecastilhos.blogspot.com.br

  

MUSEU JULIO DE CASTILHOS – CHAMADA PÚBLICA 2019
ANEXO 1– Ficha de Inscrição de Projeto

1. Nome do grupo, coletivo ou pessoa física:
2. Nome do responsável:
2a. Currículo artístico do grupo/coletivo/pessoa física
3. CPF:
4. RG:
5. Telefones de contato – fixo e celular:
6. Email e Facebook:
7. Endereço completo:
8. Área artística/cultural - lembrando que deverá ter relação com a área de História, preferencialmente do RS e/ou Brasil:
(   ) teatro
(   ) música
(   ) dança 
(   ) literatura
(   ) artes visuais
(   ) audiovisual  
(   ) fotografia
(   ) museologia
(   ) culturas populares  
(   ) outros _____________________________________________________     
9.  Proposta de Ocupação:
(   ) apresentação
(   ) ensaio
(   ) oficina
(   )  outro _______________________________________________________    
10. Sinopse e justificativa da proposta de ocupação relacionando com o Museu Julio de Castilhos:
11. Nome e função, de todos os envolvidos:
12. Anexar os demais currículos e demais textos ou documentos que possam melhor qualificar o trabalho e/ou o grupo.
13. Sugestão do local que pretende ocupar conforme características da proposta:
14. Sugestão de data(s) e/ou período(s)/temporada e/ou duração de cada atividade:
15. Anexar 3 (três) fotos que representem o projeto inscrito ou do representante criativo da proposta, entre 500 kb e 1 MB, uma vertical, uma horizontal e uma de livre escolha; informando o nome do fotógrafo de cada foto (estas imagens serão usadas para compor a divulgação do projeto).


 Termo de Autorização de Uso de Espaço

Termo de Compromisso firmado entre a Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Museu Julio de Castilhos, com sede à Rua Duque de Caxias, n. 1205, Centro Histórico de Porto Alegre/RS, neste ato representado por sua Diretora, Doris Couto, RG ___________________, CPF _________________________, doravante denominado Museu Julio de Castilhos, e (nome do proponente) _______________________________________ RG /CPF/ CNPJ _______________________________, com sede /endereço em _____________________________, doravante denominado Proponente,responsável pelo evento/proposta intitulado/a____________________________ analisada/o e considerada/o pertinente e apta/o a realizar-se na instituição, nas datas de  ________________________

Cláusula Primeira – Do Objeto

O presente Termo de Autorização de Uso do Espaço tem como objeto a execução do projeto/evento intitulado ________________________, na temporada de 2019 (ano), nas datas de_______________, no espaço _______________ do Museu Julio de Castilhos.

Cláusula Segunda – Das Obrigações do Museu Julio de Castilhos

a) Garantir a utilização do espaço a ser utilizado no período previsto por este Termo;
b) oferecer energia elétrica, desde que a instalação de qualquer tipo de equipamento tenha acompanhamento de técnico elétrico do Proponente e esteja adequada à rede e carga elétrica  da instituição;
c) manter a presença constante de um funcionário da instituição durante as atividades relativas ao evento;
Subcláusula Única – O/s funcionário/a/s do Museu Julio de Castilhos que fará/ão o acompanhamento do evento fica/m isento/s de realizar atividades que envolvam carregamento, descarregamento, montagem e desmontagem de cenários, manuseio de equipamentos de luz e som e outras atividades técnicas específicas do projeto do Proponente.
d) encaminhar a logotipia oficial para a confecção dos materiais de divulgação do evento/projeto, considerando que os mesmos deverão ter a aprovação da Direção do Museu antes de ser divulgado - Secretaria de Estado da Cultura, Museu Julio de Castilhos e Associação dos Amigos do Museu Julio de Castilhos.
                           
Cláusula Terceira – Das Obrigações do Proponente
a) Realizar o projeto conforme apresentado e aprovado pela Direção do Museu;
b) comunicar qualquer alteração necessária à execução do projeto/evento, ficando essa alteração condicionada à aprovação pela Direção do Museu Julio de Castilhos;
c) entregar, ao final do evento/projeto, as dependências utilizadas no Museu nas mesmas condições em que as recebeu, ou seja, livre de quaisquer objetos e em plenas condições de uso;
d) assumir integral responsabilidade pelos eventuais danos ao patrimônio do Estado e a terceiros, decorrentes das atividades desenvolvidas e indenizar todo o dano causado ao imóvel por utilização inadequada, até 24 (vinte e quatro) horas após a sua ocorrência, sob pena de suspensão imediata do projeto/evento e ação jurídica para cobrir as despesas com o dano, conforme avaliação técnica da Direção do Museu;
e) não ceder a terceiros o objeto do presente Termo;
f) providenciar, junto às entidades controladoras dos direitos autorais, ECAD e SBAT, a regularização dos direitos de uso para projetos que envolvam espetáculos, tais como: licenças e taxas referentes a apresentações públicas, tanto de espetáculos musicais quanto de representações cênicas; e, no caso de haver essa especificidade no projeto, entregar à Direção do Museu Julio de Castilhos, até três dias antes das atividades, comprovante de regularidade da situação com as entidades supracitadas – ECAD e SBAT, devendo mantê-lo sempre em dia ao longo da temporada;
g) fornecer técnico elétrico para acompanhar montagens e desmontagens, bem como os respectivos operadores de equipamentos pertinentes ao projeto/evento/espetáculo;
h) assumir, com exclusividade, a responsabilidade por todos os ônus e encargos trabalhistas, sindicais, previdenciários e sociais e de uso de imagem relativos às pessoas que vier a contratar para atuar nos espetáculos/projeto/evento;
i) responsabilizar-se pela regularidade do registro profissional do operador de som e do operador de luz - caso estejam previstas estas funções no projeto, devendo comprová-la sempre que assim for exigido, sendo que a sua inexistência acarretará a suspensão imediata do espetáculo/evento/projeto;
j) responsabilizar-se pelo desmonte do evento, possibilitando o uso do espaço para outras atividades;
l) responsabilizar-se pela retirada do material, que deverá ser feita após o encerramento do projeto/evento/apresentação;
m) utilizar, no material de divulgação do projeto/evento/espetáculos a serem realizados no Museu, objeto deste Termo, os seguintes créditos: Secretaria de Estado da Cultura; Museu Julio de Castilhos e Associação dos Amigos do Museu Julio de Castilhos; este material deverá ter a aprovação do Museu antes de ser divulgado;
n) o encerramento de projeto/evento/espetáculo deverá ter suas atividades totais encerradas até, no máximo, as 22 horas, momento que o Museu dar-se-á por fechado e as atividades encerradas;
p) agendar, com antecedência de no mínimo 24 horas, as montagens de luz e equipamentos, assim como a desmontagem, cumprindo-se rigorosamente os horários previstos.

Cláusula Quarta – Das Vedações
Por se tratar de um prédio tombado, é VEDADO:
a) utilizar gás de cozinha nas dependências;
b) fumar ou conduzir acesos cigarros e assemelhados;
c) comer ou conduzir líquidos;
d) afixar material, sujar e arranhar as paredes, pisos ou demais estruturas;
e) deslocar móveis ou objetos do lugar sem expressa autorização;
f) manusear equipamentos e estruturas internas/administrativas do prédio;
g) fazer furos e/ou pintar paredes.
Subcláusula única: no caso de exposição, fica expressamente proibido o uso do mesma com finalidade comercial, não podendo ser realizada qualquer espécie de negociação que envolva venda das obras expostas, sob pena da mesma ser imediatamente cancelada.

Cláusula Quinta - Da Vigência

O presente termo entra em vigor na data de sua assinatura e  tem vigência até o final do evento/projeto indicado na Cláusula Primeira, podendo ser prorrogado por mútuo acordo entre as partes.

Cláusula Sexta - Da Rescisão

O descumprimento, por qualquer uma das partes, de qualquer das cláusulas ou condições estabelecidas neste Termo, assegurará o direito de rescisão de qualquer relação/iniciativa/ação mediante notificação extrajudicial, conforme art. 77 e seguintes da Lei 8666/93.

Cláusula Sétima – Das Penalidades

Proponente está ciente e se sujeitará à penalidade de ficar impedido de propor projetos ao Museu pelo prazo de 5 (cinco) anos, se:
a) cancelar o evento/projeto/temporada, sem justificativa, em prazo inferior a 20 (vinte) dias da data de acontecimento prevista;
b) não apresentar a liberação de direitos autorais com o ECAD ou SBAT;
c) causar qualquer outro tipo de dano ao Museu Julio de Castilhos;
d) tiver a temporada/evento/projeto suspenso em decorrência de infração a qualquer cláusula deste Termo.

Cláusula Oitava – Das Disposições Gerais

Fica eleito o Foro da Comarca de Porto Alegre para dirimir dúvidas ou questões oriundas do presente Termo.
E por estarem justas e contratadas, as partes firmam o presente Termo de Parceria lavrado em 02 (duas) vias de igual teor e forma.
                                              
            Porto Alegre,            de                         de  2019.


Doris Couto
Diretora do Museu Julio de Castilhos

___________________________________________________
Proponente

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Vídeo produzido pela Secretaria da Cultura RS sobre o evento do aniversário do Museu Julio de Castilhos

Secretária da Cultura, Beatriz Araújo, participou do Recital de Piano alusivo aos 116 anos do Museu Julio e falou sobre o seu compromisso com os museus do RS. A recepção aos vizinhos do Museu foi outro destaque da noite, abordada pela diretora Doris Couto.

https://www.youtube.com/watch?v=vR9MCD8PDxs&feature=share

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Aniversário dos 116 anos do Museu Julio de Castilhos



Venha comemorar os 116 anos do Museu Julio de Castilhos, o mais antigo do Estado. Serão anunciadas várias novidades para o ano de 2019, com um belo recital de piano por Antonio Medeiros de Albuquerque, seguido de uma visita guiada noturna apresentando a mais nova exposição com temática sobre as Guerras Gaúchas, em especial a Guerra do Paraguai e as espadas e armas do acervo.
Serviço de Café pela Associação de Amigos no local.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

O Museu Julio e a Vizinhança




Nenhuma instituição se sustenta como se fosse uma ilha e isso se aplica também ao Museu Julio de Castilhos.

Ao comemorar seus 116 anos, o MJC investe no território onde está inserido e convida seus vizinhos para a sua programação de aniversário, compreendendo que os mesmos são fundamentais para que a história preservada por mais de um século seja difundida para um número maior de pessoas.



quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Convite de Aniversário 116 Anos



Museu Julio de Castilhos completa 116 anos com evento cheio de novidades e visita noturna
 No próximo dia 30 de janeiro, quarta feira, às 18h30min, o Museu Julio de Castilhos, instituição  museológica mais antiga do Estado, convida o público a comemorar seus 116 anos.
No evento, será apresentada a nova direção da instituição, a agenda 2019 e parcerias técnicas.  Também será oferecida uma visita mediada, em grupos,  às diversas salas expositivas. Completa o evento um recital de piano com Antonio Augusto Medeiros Albuquerque.
Os vizinhos do Museu são convidados especiais numa perspectiva de trabalho com o território onde a instituição está inserida.
Quem desejar abraçar o museu e apoiá-lo em 2019, poderá se inscrever na Associação de Amigos da instituição, que neste dia estará presenteando novos associados com um kit de 3 livros sobre a paisagem cultural gaúcha.
Para brindar o aniversário, a Associação de Amigos do Museu Julio de Castilhos estará com o Café da Bota em funcionamento.
SERVIÇO
O QUÊ: Aniversário 116 anos do Museu Julio de Castilhos
QUANDO: Dia 30 de Janeiro, às 18h30min
ONDE: Museu Julio de Castilhos
Rua Duque de Caxias, 1205 – Centro Histórico – Porto Alegre/RS
OUTRAS INFORMAÇÕES: (51) 3212.9035 ou museujuliodecastilhos@gmail.com

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

MEDALHAS DO ACERVO - Exposição


Quem nunca se imaginou sendo condecorado por ato de coragem e bravura?  

Dialogando com as imagens de batalhas, apresentamos uma exposição com mais de 30 medalhas e insígnias, um recorte praticamente inédito do acervo de 11 mil itens do Museu Julio de Castilhos. Venha ver de perto medalhas dadas aos pracinhas da FEB na 2ª Guerra Mundial, a medalha da vitória ou a de melhor atirador de canhão... e tem até medalha onde de um lado aparece a face de Julio de Castilhos e do outro o de Borges de Medeiros... medalhas comemorativas de momentos históricos, medalhas de fé... venha ver de perto...


Placa da Ordem de Santiago da Espada – Portugal
As Ordens Monásticas Militares vêm dos tempos das Cruzadas. Algumas, como os Templários, tiveram sua origem junto ao túmulo de Cristo na Palestina. Na defesa de sua fé e de seu rei, ninguém os suplantava. Montados em fogosos cavalos, trazendo sobre os ombros mantos muito alvos onde sobressaía a insígnia bordada ao lado esquerdo do peito, lutavam sem esmorecimentos contra as hostes mouriscas e sarracenas num continuar de sacrifício e abnegação, sob o símbolo de Nazareno. Na Península Ibérica e, principalmente, em Portugal, foram notáveis serviços prestados pelos cavaleiros da Ordem de São Thiago. D. Fernando II , rei de Leão, nascido em 157, foi criador dessa incomparável Ordem de Cavala, que tomou o nome de S. Thiago de Compostela.


Placa da Ordem do Mérito Aeronáutico
Criada pelo presidente da República, Dr. Getúlio Dornelles Vargas, em Decreto-Lei 5961, de 1º de novembro de 1943, "para os militares da Aeronáutica, nacionais ou estrangeiros, que houverem prestado notáveis serviços ao País ou se tiverem distinguido no exercício de sua profissão e aos civis que houverem prestado relevantes serviços à Aeronáutica".


Placa da Ordem do Libertador – Venezuela
Ordem de Cavalaria da Venezuela, fundada em 1825. Cinco Classes, fita de três listras iguais: amarela, azul e vermelha.


Placa L'union fait la force
Estrela de quatro braços duplos (modelo Cruz de Malta), em metal prateado.

Pertenceu a João Neves da Fontoura, jurista, político e escritor brasileiro (Cachoeira do Sul/RS, 1887 – Rio de Janeiro, 1963). Deputado estadual, vice-presidente do RS em 1927 e deputado federal/RS (1928-1930, 1935-1937). Um dos organizadores da Aliança Liberal no RS, participou da Revolução Constitucionalista. Em 1934 inicia sua vida diplomática na Conferência de Havana, em Cuba. Embaixador do Brasil em Lisboa em 1943-45, Ministro das Relações Exteriores em 1946 e 1953, além de ter sido Chefe da Delegação Brasileira à VII Assembleia Geral das Nações Unidas. Pertenceu à Academia Brasileira de Letras.


Medalha comemorativa do 1º Centenário Farroupilha, 1935
Apresenta, no centro, duas figuras humanas masculinas, a da esquerda Bento Gonçalves e a da direita o Gen. Flores da Cunha. Abaixo das figuras as datas 1835 1935, tendo no centro o Brasão de Armas do Estado.

Ao redor da medalha a inscrição "1° Centenário Farroupilha * Rio Grande do Sul". Reverso: Ao redor: "Exposição Farroupilha. Set° 20 1935", abaixo os pavilhões da Exposição Farroupilha.



 Medalha Centenário Farroupilha

autoria Antonio Caringi
Reverso: Em campo liso ao centro o escudo de Armas do Rio Grande do Sul, ladeado pelos dizeres: Liberdade, Igualdade, Humanidade. Na base em maiúsculas menores: 20 de setembro de 1835.


Medalha comemorativa da Inauguração do Museu da República
O Museu foi inaugurado em 15.11.1960, no Rio de Janeiro. Construído (1858-1866) em estilo neo clássico, era o mais rico solar dos fins do Império. Tornou-se o novo Palácio do Governo Federal em 1897, sob a presidência de Prudente de Moraes. Era o 1º pavimento destinado à Secretaria e audiências públicas, o 2º à recepção diplomática e cerimônias oficiais e o 3º, a aposentos particulares do Presidente da República. Transformado em Museu da República em 1960, na parte térrea ficou o Museu histórico; no 1º andar, o Museu Artístico e no 2º, o Museu Social, onde está o quarto em que Getúlio Vargas morreu a 24 de agosto de 1954.


Medalha da Vitória
É uma medalha interaliada, comemorativa da Vitória sobre o Império Alemão, na guerra de 1914 a 1918. Instituída por Decreto 16.074 de 22.6.1923, do Presidente Arthur da Silva Bernardes, destinada aos militares e civis empregados em efetivo serviço naquela campanha. Usada no lado esquerdo do peito, pendente de uma fita, igual para todos os países aliados e associados, cuja cor é a de dois arco-íris justapostos pelo vermelho e com um fio branco de cada lado.


Medalha Comemorativa da Transladação dos restos mortais da Imperatriz D. Leopoldina
D. Leopoldina foi sepultada no convento de Santo Antonio no Rio de Janeiro e, a 11.10.1954,  transladada para Cripta do Monumento Ipiranga em SP.  A 1ª Imperatriz do Brasil nasceu em Viena, Áustria, em 1797 e morreu no Rio de Janeiro em 1826. Filha de Francisco I, imperador da Áustria e de D. Maria Izabel de Bourbon. Teve educação austera na casa paterna e, por entendimentos diplomáticos entre as cortes austríaca e portuguesa, ficou decidido seu casamento com D. Pedro de Alcântara, filho de D. João VI e de D. Carlota Joaquina e herdeiro do trono de Portugal.


Distintivo com a efígie do Rei Faruk e Rainha Farida
Faruk, rei do Egito, subiu ao trono em l936, após a morte de seu pai, o rei Fuad I. Assinou um tratado com a Inglaterra, pondo fim à ocupação militar em seu país. Durante a 2ª Guerra, manteve seu país neutro, rompendo relações diplomáticas com o Eixo. Os fascistas invadiram o Egito em 1942, mas foram vencidos pelos aliados na Batalha de El-Alamein. Finalizada a guerra, uma onda anticolonialista assolou a Ásia e a África. Em 1951, uma série
de manifestações antibritânicas levaram o Parlamento a declarar o rei Faruk como "rei do Egito e do Sudão", livre do protetorado inglês. Um golpe de estado depôs Faruk, obrigando-o a abdicar em favor de seu filho, Amed Fuad II. Após um período de instabilidade, foi proclamada a República, em 13 de junho de 1953. Este distintivo assinalou o casamento do rei Faruk com a rainha Farida.


Medalha da Campanha do Paraguai
Criada por Sua Majestade o Imperador D. Pedro II, por Decreto 4.560, de 6 de agosto de 1870, como recompensa aos serviços prestados pelo Exército em Operações contra o Governo do Paraguai. Em Decreto 4.573, de 20 do mesmo mês e ano foi essa condecoração tornada extensiva à Armada e, mais tarde, aos exércitos aliados ao Império naquela luta de cinco anos. A medalha feita com bronze dos canhões tomados do inimigo tem a forma de uma Cruz de Malta. No reverso, uma coroa idêntica e ao centro da mesma e data 6-1870-8.


Medalha de serviços distintos da Brigada Militar
Medalha auferida pelos Serviços Distintos, criada pelo Decreto n. 5652 de 24 de novembro de 1954 pelo Governador do Estado do Rio Grande do Sul, Ernesto Dorneles. Essa medalha é concedida por indicação direta do Comandante Geral da Comissão de Promoções que aprecia o mérito de sua concessão. Uma vez concedida a medalha ao agraciado, é recebida das mãos do Comandante Geral, em solenidade especial no salão nobre do Quartel General da Brigada Militar. Acompanha esta medalha o compete diploma expedido pelo Governo do Estado.


Medalha das Escolas Italianas, 1933
Medalha Mérito Escolar das escolas italianas: medalha premiativa, com efígie e escudo em relevo. A fita em azul, ladeada por faixas nas cores da bandeira italiana: verde, branco e vermelho. No centro do campo da medalha, no anverso, apresenta a efígie em perfil, a esquerda, de Vitório Emanuel III. Circundando a efígie, em letras românicas, os dizeres: VICTORIVS no lado esquerdo  e o do direito EMANVEL III. Sob a efígie as palavras ITALIE REX. No reverso, em baixo relevo, um escudo de Armas da Coroa Italiana, sobreposta aos dizeres: SCUOLE ITALIANE ALL'ESTERO.  Sob os dizeres um travessão e abaixo deste uma estrela de cinco pontas. 


Medalha do 30° Aniversário da Revolução Constitucionalista
Reverso: Sociedade dos Veteranos de 32 - M.M.D.C.  Na legenda: no 30° aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932.


Medalha Efígies Julio de Castilhos e Borges de Medeiros
Exibida em dupla, ao centro do expositor
Anverso: Medalha redonda de bronze com a efígie de Borges de Medeiros, com seu nome.
Reverso: A efígie de Julio de Castilhos, com seu nome.


Medalha da Revolução de 1923
Pertenceu ao Sr. Anibal Faria Corrêa, soldado da Legalidade n° 618, operário das obras públicas 1922-23. Instituída pelo Dr. Borges de Medeiros para condecorar os que auxiliaram o Governo no Período da Revolução de 1923.


Medalha de Serviço Militar que pertenceu a Otávio Francisco da Rocha
Criada por Decreto nº 4.238, de 15.11.1901, pelo Presidente Campos Sales, como reconhecimento de serviços prestados por oficiais e praças do Exército e da Armada, tornada extensiva, 40 anos depois, à Aeronáutica.
Usada do lado esquerdo do peito, pendente de uma fita de gorgorão de seda. De ouro com passadeira de platina para os que tiveram 40 anos de serviços, de ouro com passadeira de ouro para os de mais de 30 anos, de prata com passadeira de prata para os de mais de 20 anos, de bronze com passadeira de bronze para os de mais de 10 anos. Otávio Francisco da Rocha foi político, militar, engenheiro e professor. Nasceu em Pelotas em 23.9.1877. Foi Secretário da Fazenda, Deputado Federal, líder da bancada republicana rio-grandense na Câmara dos Deputados, Intendente de Porto Alegre. Faleceu antes de terminar seu mandato em 27.02.1928.


Medalha de guerra , 1942
Criada pelo Presidente da República Getúlio Vargas, em Decreto-lei n° 6.795, de 17.8.1944. Destinada a premiar os militares da ativa e da reserva e os civis que prestaram serviços durante a guerra. A medalha é uma cruz do Templo com um dístico central onde se encontra o Cruzeiro do Sul. A cruz se acha sobreposta numa coroa de louro e de carvalho (símbolo do valor militar e do valor cívico). No reverso em alto relevo, está gravada a data 22.VIII.1942, que é a declaração de Guerra do Brasil. A fita é de seda chamalotada, de cor amarela, com bordadura verde nos lados.


Medalha Mérito Tamandaré
Medalha utilizada para agraciar autoridades, instituições e pessoas civis e militares brasileiras ou estrangeiras que tenham prestado relevantes serviços no sentido de divulgar ou fortalecer as tradições da Marinha do Brasil, honrando os seus feitos ou realçando os seus vultos históricos. No reverso, entre palmas em arco, a inscrição de suave relevo em sete linhas: A Marinha Brasileira Ao Seu Glorioso Patrono 1957.



 Distintivo da Liga de Defesa Nacional 
A Liga de Defesa Nacional foi fundada em 07 de setembro de 1916, visando congregar os sentimentos patrióticos de todos os brasileiros, independente de classe, religião, política ou filosofia, numa idéia de coesão nacional. O Presidente de Honra de seu Diretório Central foi Getúlio Vargas. Através de seus diretórios regionais, foi responsável pela organização de diversos eventos sociais e culturais como a Semana da Pátria.


Medalha de Campanha da FEB com passador
Esta medalha pertenceu ao Sargento Rubens Barboza, o qual, dentre outras ações, participou do Combate de Montese e
da Rendição de Colechio. A Medalha de Campanha da FEB foi criada pelo Presidente Getúlio Vargas, em Decreto-lei nº 6.795 de 17 de agosto de 1944. Regulamentada pelo Decreto 16.821, de outubro de 1944, para os militares da ativa, da reserva e assemelhados, que participaram das Operações de Guerra na Campanha da Itália, integrando a Força Expedicionária Brasileira. Após a rendição das forças nazifascistas, em 02 de maio de 1945, havia 454 mortos e 2.500 feridos brasileiros.


Cruz de Distinção (Cruz Vermelha Brasileira)
A Cruz de Distinção é uma Condecoração da Cruz Vermelha Brasileira. Instituída pelo Presidente Getulio Dornelles Vargas, em Decreto-Lei 7.928, de 3.9.1945, e destinada a premiar serviços prestados à humanidade, por intermédio da Cruz Vermelha Brasileira, podendo ser conferida a brasileiros e estrangeiros, civis de ambos os sexos e a militares. Destina-se a pessoas e entidades que de maneira especial colaborem na obra da Cruz Vermelha, tornando mais eficiente sua ação ou difundindo os princípios humanitários que a caracterizam. Cruz Vermelha, órgão de assistência humanitária, criado em 1864. No Brasil, a Cruz Vermelha foi instalada em 1908.


Medalha de Bravura Militar (Campanha do Paraguai), cerca de 1868
A medalha era usada no lado esquerdo do peito, com fita de listras iguais, sendo escarlate a do centro e verde as dos extremos. O agraciado usaria na fita tantos passadores quantas as vezes em que houvesse sido distinguido em campanha, tendo inscrito sobre cada uma a data do feito meritório. Alguns veteranos os substituíam por um passador único com a inscrição:
Reiterados Atos de Bravura.


Medalha Bravura Militar
Esta medalha, oferecida ao Major Salvador Gomes da Paixão, foi criada pelo Decreto 4.131, de 28 de março de 1868, para premiar os que se destacassem por bravura durante a Guerra do Paraguai, em qualquer ação de guerra.


Medalha Mallet
Emílio Luiz Mallet, Barão de Itapeví , nasceu em Dunquerque, França (10.01.1801) e faleceu no Rio de Janeiro (02.01.1886). Chegou ao Brasil em 1818, assentando praça em 1822 no Exército Brasileiro como Primeiro Cadete. Participou das Campanhas da Cisplatina como oficial de artilharia, da luta contra Rosas e na Campanha do Uruguai de 1865. Distinguiu-se na Guerra do Paraguai como comandante geral de Artilharia, tendo ação destacada na Batalha de Tuiutí. Em 1869 foi nomeado comandante Geral de Artilharia do Exército em Operações no Paraguai. Possuía as condecorações da Ordem de São Bento de Aviz, Ordem da Rosa, Ordem do Cruzeiro e Medalha de Mérito Militar. Em 1878 foi agraciado com o título de Barão de Itapeví e no ano seguinte promovido a Marechal de Campo.


Comenda da Santa Liga Eucarística
Medalha religiosa, de alumínio, de forma oval, tendo a borda recortada em pequenos semicírculos. No campo central um ostensório, contornando a orla na parte inferior um anjo a cada lado e acima a inscrição "Corte De Amor Y Reparacion Al Smo Sacramento". A medalha na parte central é calada, obedecendo à forma em pequeno semicírculo da orla e das figuras existentes.


Medalha do Bicentenário da Câmara Municipal de Porto Alegre, 1973
Verso: moldura com os dizeres: "Bicentenário da Câmara Municipal de Porto Alegre - 1773-8 de setembro-1973".
Dentro dessa moldura, reprodução da Ponte do Guaíba. Reverso: nominata dos vereadores de 1973.


Distintivo presidente Cruz Vermelha Brasileira
Pertenceu à Odila Gay da Fonseca, nascida em Porto Alegre a 12 de outubro de 1895 e aqui falecida em 20 de julho de 1973. Voltada à assistência social, dedicou-se a inúmeras associações de benemerência. Durante 25 anos foi Presidente da Cruz Vermelha Brasileira. Durante a Segunda Guerra Mundial, à frente da Cruz Vermelha, cooperou com nossos pracinhas e em 1956, com a Batalha de Suez, fazendo funcionar comitês das mais diversas nacionalidades. Por sua atuação, recebeu inúmeras medalhas e condecorações.


Placa de soldado da legalidade
Em 1922, nas eleições para a presidência do RS, Assis Brasil é derrotado por Borges de Medeiros, acusado de fraude eleitoral. Inicia-se o movimento armado: chimangos (situação) contra maragatos (oposição). O governo estadual organiza cinco Brigadas Provisórias, uma em cada região do Estado, sob o comando de Borges e de Emílio Massot.
O conflito inicia-se em janeiro de 1923, com o cerco de Passo Fundo. Caracteriza-se por ações de pequeno porte. Com a interferência do governo federal, o conflito termina ainda em 1923, com o Tratado de Pedras Altas, quando Borges promete não mais concorrer à reeleição. Cumpre a promessa e, em 1928, Getúlio Vargas é eleito presidente do RS.


Medalha comemorativa à chegada do Batalhão de Suez, 1959/1960
 (exibida em dupla mostrando frente e verso)
Esta medalha é comemorativa da volta de soldados gaúchos que serviram nas tropas da ONU, na região do Canal de Suez, no Egito. Em 1956, Egito e Israel entraram em conflito na Zona do Canal de Suez. Após a interferência da ONU, acertou-se o envio de uma "força de paz internacional". O Brasil aceitou participar dessa força, enviando pracinhas de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Belo Horizonte, que lá ficaram de 1957 a 1967.


Medalha militar uruguaia da Campanha do Paraguai

O governo da República Oriental do Uruguai aderiu ao convênio firmado entre o Império do Brasil e a República do Brasil e a República Argentina, para a cunhagem de uma Medalha Militar Inter-Aliada comemorando os feitos de armas contra o Governo Paraguaio. O Congresso Uruguaio, em 18 de dezembro de 1890, autorizou o Executivo a aderir àquele acordo. Esta medalha era usada do lado esquerdo do peito. Para todos os postos e graduações era do mesmo metal, encimada por um sol, sendo este em ouro para os chefes, em prata para os oficiais e em cobre para os integrantes da tropa.


Medalha da Campanha do Uruguai, 1852

Criada pelo Imperador D. Pedro II, em decreto 932 de 14 de março de 1852, para os que defenderam o Império na Campanha contra Oribe e Rosas, sob o comando do Marechal de Campo Conde de Caxias. Feita de ouro, em duplo diâmetro, para os oficias superiores, de prata para os capitães e subalternos e de uma liga de zinco e antimônio para as praças de pré.


Distintivo de Xerife

Pertencente a Poty Medeiros, que formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Porto Alegre, em 1927. Foi promotor público, chefe de polícia do Estado, deputado estadual por três legislaturas, Secretário de Segurança Pública, Ministro e Presidente do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul. Fez parte de varias instituições culturais e científicas, obtendo várias condecorações por sua atuação.