quarta-feira, 13 de abril de 2011

Poema

Um Homem
Um Piano
Uma Saudade


Me Volto Para A Bacia Do Prata
Reverencio Minha Mãe-Pátria
Que Do Pensamento Não Sai,
Como É Forte A Minha Saudade
Por Ti Meu Eterno Uruguai!

Brasil, Rio Grande, Alvorada
Te Quero Fraterno Com A Minha Inocência,
Ao Passito No Más Sou Homem
Da Cepa Firme.
Me Entrego Aos Teus Cuidados,
Como Um Filho Na Tua Querência.
Na Garupa Da Minha Imaginação,
Dedilho Em Teu Corpo E Satisfaço
O Meu Dom, Como Peoncito Aragano
Pois, A Cada Tecla Que Manusear,
Te Faço A Minha Homenagem
Meu Eterno E Amigo Piano.

Aonde Quer Que Eu Ande, No Chão,
No Mar, Até No Espaço Que Chamam De Céu
Te Levarei Na Ilharga, Ou No Ponche;
Um Pedacito de Ti, Minha Eterna Montevidéu.


José Carlos Alves de Oliveira*
“Lá de São Borja”

*Segurança Diurno