domingo, 23 de fevereiro de 2014

Acervo em foco

Metralhadora Maxim, 1915

A primeira metralhadora verdadeiramente automática foi inventada por Hiram Maxim, em 1884. Na exposição de Paris em 1881, um homem disse a Maxim: “Se ele quisesse fazer fortuna, ele deveria inventar uma arma que ajudasse os europeus a matar uns aos outros”. Ele realmente o fez e vendeu para diversos países, mudando assim a natureza do combate. Uma arma baseada em seu projeto foi amplamente utilizada pelo exército britânico na Primeira Guerra Mundial, que se tornou conhecido como “A Guerra da Metralhadora”. Com características próprias para defesa, suas habilidades destrutivas exigiram a formação de trincheiras como uma estratégia defensiva. A primeira Grande Guerra foi uma das mais sangrentas da história e isso se deve em grande parte à metralhadora Maxim, chamada também de “Ceifadora”.

A inovação nesse tipo de arma foi de aproveitar a ação direta dos gases da própria carga de projeção ou pelo recuo do cano, força suficiente para ejetar o cartucho usado e atrair o próximo. Seu sistema de arrefecimento consistia numa cilindro exterior, cheia de água, colocada ao redor do cano. Dispunha de um único cano, alimentado por uma longa fita de cartuchos, geralmente com munição de 7,7mm ou 7,12mm. Atira normalmente presa a uma base cuja estabilidade permite atirar por cima de cobertas e por sobre a tropa inimiga. Doada pela Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul ao Museu Julio de Castilhos, teve seu período de uso entre 1900 a 1928.

Thiago Araújo
Museólogo