terça-feira, 12 de novembro de 2013

Exposição - “O universo místico de J. Altair”


Abertura: dia 21 de novembro - 19h00
Visitação: 22 a 30 de novembro de 2013
de terça a sábado, das 10h às 17h

“...Naïveté, a ingenuidade, era o último suspiro
do inconsciente coletivo em vias de extinção”. Jung.

Pintura de J. Altair

Em uma parceria para homenagear um dos mitos da arte primitiva no Estado, e primeira individual “pós-morte”, o Museu Júlio de Castilhos e a produtora Patrícia Brito – Black Brasil Art, inauguram no dia 21 de novembro a mostra O UNIVERSO MÍSTICO DE J. ALTAIR. A exposição alusiva ao mês da Consciência Negra apresentará parte do acervo do artista das coleções de 2008 a 2012, apresentando uma visão dos símbolos e seus significados, proporcionando ao público a experiência educativa da observação da temática popular.
   Falecido aos quinze dias do mês de fevereiro deste ano, J. ALTAIR como assinava em seus trabalhos e era conhecido pelo público, era o maior pintor primitivista de técnica ingênua e intimista considerado um mestre na arte naif no Rio Grande do Sul. Ao falecer, deixa filhos, netos, esposa, diversos seguidores dos cultos africanos, pois era também “babalorixá” e, inúmeros trabalhos de pinturas retratando a arte naif.
   Através de um quadro intitulado “Despacho”,  J. Altair passou a colocar nas telas temas de seu culto religioso. O candomblé não era a temática de J. Altair que resultou de uma simples motivação pelo exótico, mas, antes, uma afirmação de fé: ele foi um autentico praticante do culto afro e, talvez, o único pintor Babalao do Brasil. Nesses trabalhos J. Altair destacou os elementos utilizados nos cultos afro, como búzios, amuletos, frutas e os alimentos característicos de cada orixá ou entidade.
   São telas que focalizam temas da cultura afro original e como ela se desenvolveu no Brasil, sobretudo oriunda da nação de ioruba. Quando focalizados  os objetos, cultos, frutas e legumes que caracterizam os vários entes mitológicos, o artista optou por uma linha mais ingênua, mais decorativa. Com isso,  ele registrou em seus trabalhos crenças e valores religioso alem de artístico, para chegar até o público de maneira a fazer chocar primeiramente pela beleza.

Sobre J. Altair
João de Barros Altair (1934 - 2013) começou a pintar após um curso com o pintor italiano Vicente Perllasca na década de 50.  Letrista de profissão tinha facilidade na arte das cores. Considerado naif, pois sua técnica exprimia de forma mais ingênua e primitiva a realidade de universos místicos, fez diversas exposições dentro e fora do estado. Acervos importantes como o da Pinacoteca Ruben Berta e Aldo Locatelli em Porto Alegre e o maior museu de arte naif do Brasil, o MIAN (Museu Internacional de Arte Naif), tem em seus acervos trabalhos de J. Altair. Coletivas e individuais ao longo de 50 anos de trabalho preencheram galerias e espaços culturais em eixos como Rio, São Paulo, Minas Gerais e Bahia, juntamente com USA, Europa e até a Rússia. Através da riqueza de símbolos que traduzem os ritos dos cultos africanos em seus trabalhos, J. Altair também conquistou inúmeros adoradores de sua arte como colecionadores particulares, como é o caso do uruguaio e também artista, Carlos Páez Vilaró, entre outros.

Informações e agendamento de grupos para visitação:

Realização:
Black Brasil Art
Patrícia Brito
51 85746133