segunda-feira, 26 de novembro de 2012

EXPOSIÇÃO


“SÍMBOLOS CÍVICOS DO RS
UMA HERANÇA FARROUPILHA”
Lenço Farroupilha
No dia 09 de setembro de 1836, Antônio de Souza Netto, a figura mais respeitada das forças farroupilhas depois de Bento Gonçalves, vence as tropas imperiais na primeira grande batalha, nos campos de Seival. Neto, no fragor daquela vitória maiúscula sobre os imperiais, incentivado pelos liberais exaltados, proclamou a República Rio-grandense, declarando a província do Rio Grande do Sul separada do Brasil. Aquele gesto separatista em relação ao estado brasileiro se impunha como condição para implementar não só o regime republicano na então província sul-rio-grandense, mas também nas demais províncias brasileiras, como outros fatos vieram depois a comprovar. O Rio Grande do Sul separou-se do estado brasileiro por não mais aceitar seu regime de governo, mas não da nação brasileira.
Os símbolos cívicos oficiais do Rio Grande do Sul têm como origem aqueles adotados para a República Rio-Grandense a partir de sua declaração em 1836.

A primeira oficialização de um símbolo cívico sul-riograndense ocorreu em 12 de novembro de 1836, através de um decreto assinado pelo Presidente da República Rio-grandense em exercício José Gomes de Vasconcelos Jardim, e por Domingos José de Almeida, ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Interior. Tratava-se de oficializar a adoção da bandeira farroupilha que fora então inadequadamente chamada de “escudo de armas do Estado Rio-grandense”. Nessa oportunidade não foram mencionados seu Brasão de Armas e seu Hino.
Implantada a república, no Brasil em 1889, republicanos gaúchos históricos como Assis Brasil, Borges de Medeiros, Julio de Castilhos, Pinheiro Machado, entre tantos outros, quando da escritura da constituição sul-riograndense de 1891, oficializaram apenas a bandeira farroupilha como símbolo estadual, definindo-a em seu título IV – “São insígnias oficiais do Estado as do Pavilhão Tricolor da malograda República Rio-Grandense”. Como se observa nesse texto legal, assim como o Hino, também o Brasão de Armas não ali foi oficializado.

Curadoria de Ivo Benfatto e Rafael Lauermann