sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Uma Biblioteca Para Um Museu...


“Os livros são os mensageiros da civilização” (PADILHA apud TUCHMAN, 2005. p.15) essa citação é um dos nortes que orientou e orienta o nosso trabalho na readequação organizacional da Biblioteca do Museu Julio de Castilhos. Espaço este, vital para difusão do trabalho de um museu, como a comunicação, a pesquisa, o estudo e a elaboração de conceitos e discursos museológicos, baseados em obras que fundamentem nossa prática, sendo indutora de desenvolvimento e crescimento dos sujeitos, dos grupos e comunidades, e da qualificação do espaço do museu.
"Seria sem dúvida mais correto definir a leitura como um ato completo de comunicação. Ela seria então uma contrapartida da escrita[...] A leitura é a reconstrução de uma obra nova pelo leitor[...] É a leitura que mobiliza todas as capacidades da pessoa e que é uma atividade criadora no mesmo sentido de escrever" (BARKER e ESCARPIT, 1975, p.197) assim a biblioteca em um museu é importante porque ajuda a comunicar, e este ambiente tanto produtor da leitura, quanto da escrita, é fator determinante na construção de conhecimentos.
A partir dessa interação, podemos interligar nossas linguagens culturais ao museu, elaborar por meio de um espaço que além dos livros, da leitura e da escrita, possa nos remeter a reflexões, propiciando tanto a equipe do museu, quanto aos seus visitantes e pesquisadores, novas possibilidades de conhecimento, aos que se aventuram descobrir um livro, um novo conceito, uma nova abordagem de temas as suas vidas.
Contudo, é um desafio permanente revitalizar uma biblioteca, que carece de um trabalho árduo e meticuloso, baseados em catalogação, registro, definição de rotinas de trabalho, mas ao mesmo tempo, que desse longo processo de trabalho, se constitui ferramenta imprescindível na construção de cidadania por parte daqueles que dela se apoderarem.
O Museu Julio de Castilhos precisa ser este indutor de possibilidades, para que cada vez mais, a biblioteca para um museu, possa ser este campo de possibilidades, e de uma conjugação de áreas afins, na construção de um processo histórico-social que permita a difusão de conhecimento e o empoderamento cultural de novos agentes pela leitura, pela escrita, enfim... Pela comunicação.

                                                                               Joel Santana
Diretor do Museu Julio de Castilhos

Referências Bibliográficas

BARKER, Ronald E. ESCARPIT, Robert. A Fome de Ler. Rio de Janeiro. Fundação Getúlio Vargas. 1975. 


PADILHA, Sérgio de Laforet. Os Livros: Breve Abordagem. Porto Alegre. Evangraf. 2005